UNIVERSO POLYANA: Pollyanna e o jogo do contente
16.07.2013
Minha mãe engravidou aos 20 e já sabia, desde sempre, que seu eu fosse uma menina meu nome seria Polyana. Polyana como Pollyanna do livro.
Quando eu era menina, vivia me deparando com aquelas “tias” que diziam:
– “Polyana! Que lindo nome! Você já leu o livro Pollyanna?”.
E eu, perto dos meus 11 anos, morria de vergonha de dizer que não, que ainda não tinha lido o famoso livro que dera origem ao meu nome. Até que um dia resolvi tirá-lo da gaveta (porque era óbvio que eu já o tinha ganho) e ler.
Para quem não conhece a história, trata-se de uma menina, Pollyanna, filha de um missionário muito pobre. Ela aprende com seu pai o Jogo do Contente quando espera ganhar uma boneca, mas acaba ganhando um par de muletas. Seu pai, para não vê-la triste, mostra que ela deveria ficar contente pelo fato de não precisar das muletas. E, desde então, ela procura sempre ver o lado bom das coisas e repassa esse ensinamento para todas as pessoas, jogando o Jogo do Contente. Aos 11, quando fica órfã, vai morar em outra cidade com sua tia rica e esnobe. Pollyana consegue transformar a vida de todos a sua volta, trazendo alegria e otimismo.
Sendo ou não a Pollyanna do livro, eu acredito que estamos aqui para aprender a sermos pessoas um pouco melhores. Os momentos alegres, de felicidade, de satisfação são sempre fáceis de compartilhar e de viver! Mas os momentos inesperados, tristes e sem um certo sentido, nos fazem refletir muito e nos perguntar a todo momento: “mas porque?” (como a nova fase do Miguel rs – “Mas porque mamãe?!)
São nesses momentos que eu acredito que existem oportunidades de subirmos mais um degrau dessa escada, que chamamos de vida. Muitas vezes não saberemos o “porque” daquilo ter acontecido naquele exato momento, mas talvez, meses ou anos mais tarde poderemos entender os motivos de estarmos vivenciando determinada situação. Não fique tentando encontrar respostas o tempo todo, apenas acredite em você e em tudo que esta vivendo. Não tenha medo de errar, de terminar, de chorar e de encarar o novo. Pense que tudo isso pode ser uma oportunidade de ser mais feliz ou de ter mais sucesso. Encontre o lado bom dessa história. Não argumente no momento da raiva, da tristeza ou do stress. Respire fundo! Pare, pense, tome um banho demorado, daqueles que sentamos no chão e deixamos cair muita água quente no corpo (para o “dia ser jogado no ralo” – como dizia meu pai) e tome um chá! E depois, tente apenas jogar o jogo do contente e descobrir um pouco do seu lado Pollyanna!
Eu sei que em muitas situações isso parecerá impossível, como foi quando perdi o meu pai. Mas vamos deixar essa história para outro dia e lembrar que, para seguirmos adiante, só depende de uma pessoa. Nós mesmos!
“Muitas vezes me acontece de brincar o jogo do contente sem pensar. A gente fica tão acostumada que brinca sem saber. Em tudo há sempre alguma coisa capaz de deixar a gente alegre; a questão é só descobrí-la.” – Pollyanna
