Em Consulta: saiba tudo sobre a vacina BCG
22.05.2018 – O Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde aconselha a vacinação universal dos recém-nascidos contra a tuberculose. Essa prevenção se dá através de uma vacina composta pelo bacilo de Calmette & Guérin. No “Em Consulta” de hoje, saiba tudo sobre a vacina BCG!
Marisa Dias Cintra
Formada em Medicina pela Universidade Estadual Paulista (UNESP), especializou-se em Pediatria pela mesma instituição e possui o TÃtulo de Especialista em Pediatria (TEP). Atuou como médica pediatra nos principais hospitais da RMC e, atualmente, é proprietária e responsável técnica na Alphalive Vacinas, clÃnica especializada em imunização humana e serviços de Pediatria.
Em Consulta: saiba tudo sobre a vacina BCG
1. Qual a composição da vacina BCG?
A vacina BCG é composta por bacilos vivos e atenuados da Mycobacterium bovis, bactéria causadora da tuberculose.
2. Quando a criança deve receber a vacina?
Ao nascimento, de preferência ainda na maternidade (fato que não acontece em Campinas), até na primeira semana de nascimento. Para isso, o peso do recém-nascido de termo ou prematuro deve ser maior que 2Kg.
3. Quais são as contraindicações?
A vacina BCG não é indicada:
* para recém-nascidos com peso inferior a 2kg, devido à escassez de tecido dérmico, ou com lesões dermatológicas extensas;
* em caso de suspeita de imunodeficiência ou recém-nascidos cujas mães fizeram uso de biológicos durante a gestação;
* para mulheres grávidas;
* em caso de infecção por HIV.
4. Como é a aplicação?
A dose a ser aplicada é de 0,1 ml. A via é intradérmica, no braço direito.
5. Qual a proteção?
A vacina BCG protege contra as formas graves de tuberculose, como a Meningite Tuberculose e Tuberculose Miliar (por todo pulmão).
6. Qual é o esquema vacinal?
Dose única. Crianças que não apresentam cicatriz vacinal na primeira dose devem ser revacinadas seis meses após receberem a vacina. A vacina pode ser feita apenas duas vezes.
7. Qual a reação esperada?
Lesão local de evolução lenta e benigna, que se inicia por uma mácula (bolhinha vermelha) e evolui para pústula (bolhinha com pus), crosta, úlcera e cicatriz plana. Isso pode ocorrer entre seis e dez semanas, mas deve-se aguardar 6 meses para avaliar cicatriz.
8. Quem acompanha esse processo?
O pediatra de rotina e o local onde foi feita a vacinação (unidade básica de saúde ou clÃnica privada).
9. Qual o intervalo entre outras vacinas?
Pode ser feita com outras vacinas inativadas (mortos) ou atenuadas (vivos). Não existe nenhum problema quanto ao intervalo com outras vacinas, caso elas não sejam feitas no mesmo dia.
10. Qual é a eficácia?
Aproximadamente 80% contra as formas graves. A proteção mantém-se por 10 a 15 anos.
11. Há eventos adversos?
Sim. Alguns deles são abscessos, ulceração maior que a esperada e linfadenite regional (gânglios inflamados na axila).
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