Uma simples viagem à praia…

03.05.2013

 

Antes de ser mãe, a palavra maternidade soa com tanta delicadeza, com tanta pureza. E é assim mesmo. Porém, muitas vezes, a realidade tambem pode ser nua e crua… rssss.

Semana passada resolvemos ir à praia. Somos em 3 membros na família apenas: um pai, uma mãe e uma filha de menos de 2 anos. Mas me pergunto: como é possível um carro seguir viagem com tanta coisa dentro?! A gente leva metade da casa, e só não leva a outra metade pq não cabe!

Me lembro que, antes da Laura, quando viajávamos eu e marido, o porta-malas era meu! Eu levava 3 malas se deixasse. Levava sapato de calor, de outono, de inverno, bolsa de praia, bolsa pra balada… era praticamente um guarda-roupas completo. Hoje eu ainda tenho meu espaço no carro, digamos que nada, comparado ao porta-malas, mas ali, aos pés do passageiro, junto com os brinquedos, vão minhas coisas. Ah… hoje divido a mala com meu marido. Isso! Você não leu errado! Temos uma única mala para os dois. Engraçado que quando eu estava grávida, fomos trocar o carro e o vendedor, delicadamente, nos disse “olha, este aqui tem o maior porta-malas da categoria. Vocês vão precisar”. Na hora pensei que fosse papo de vendedor, hoje, se eu pudesse, compraria um porta-malas adicional

Voltemos à praia. São 4h de caminho. Laura até que enfrenta super bem o trajeto. Dorme na maior parte do tempo e, no geral, fazemos uma única parada. Aliás, a parada foi divertida. Entre um café, um pão de queijo e uma lojinha cheia de cacarecos, Laura se atracou com uma galinha da Angola, de madeira entalhada, com pés feitos de pregos… o tipo de coisa bemmm segura para uma criança do tamanho dela, né? Mas quem disse que ela soltava o “cocó”? Tentamos negociar por um Todinho, nada! Por um pão de maes amigas_Laura com a galinhaqueijo, magina! Até chocolate, no desespero, tentei. Pela foto que ilustra este texto vocês podem perceber que não houve negociação e a galinha seguiu viagem conosco. Passei os 4 dias fiscalizando o bendito bicho com pés de pregos.

Ufa! Chegamos! Descarregar o carro se torna uma tarefa fácil perto de carregá-lo.

Me sinto tão cansada que até esqueço que tem uma linda praia me esperando logo mais. Bora dormir e recarregar as energias para o dia seguinte! Dormir? Bom, eu até que tentei, mas uma família de pernilongos e borrachudos habitavam o quarto junto com a gente então, enquanto um olho dormia, o outro ficava aberto procurando os malditos que insistiam em devorar meu bebê. A noite foi longaaaa.

Amanhece e enfim… praia, sol, sombra e água fresca! Ahhh… mas antes tenho que passar protetor solar e repelente na Laurinha. E então, após uma viagem de 4h com carro lotado e briga pra ver quem ganhava a posse da galinha com pernas de pregos, de descarregar a mudança, da noite longaaaaa junto com a familia dos pernilongos, eis que vou à batalha de passar os creminhos na minha linda princesinha:

“Laura, vamos passar repelente e protetor, amor… tem muito pernilongo! Não, Laura, dá isso aqui! Tira da boca! Nãooooo abre!! (ela usa os dentes como abridor de latas, cremes, shampoos, etc). Pára quieta que não to conseguindo passar! Lauraaaaaa… a mamae tá perdendo a paciência! Nãooooo lambe o braço! Isso não é de comer, minha filha! Me dá aqui esse tubo! Não chupa a perna!! Tá cheia de creme. Nãoooooo passa a mão na perna e lambe!!! Olha aí, agora tá com a boca amarga, né??”. Não tô exagerando… juro.

Agora sim! Vamos à praia! Tudo bem que a gente leva muito mais tempo pra arrumar tudo que se deve levar à praia do que, efetivamente, fica na praia (já que o sol esquenta e voce não deve expor seu bebê a ele). Então, esquece a parte da sombra e água fresca pq nem dá tempo… rssss

Ahhh o almoço… esse merece destaque. Para quem conhece a região de Paúba, Maresias, escolhemos almoçar no “Bar dos Alemão”… é assim mesmo que se escreve, no singular. Lugar superrr agradável, a beira mar, comida boa, gente bonita… uma delícia mesmo. Delícia se sua filha não resolvesse fazer coco bem na hora em que o filé a parmeggiana chegava a sua mesa. Ô pai amado! E fui eu correndo procurar o fraldário. Hã? Como assim, não tem fraldário aqui (perguntei ao garçom)? Não tinha, genteeeee! Volto pra mesa e chamo marido para me salvar (paralelamente, dou uma olhada no filé borbulhando de quentinho… e eu com uma fome do tipo “meu estômago já tava comendo meu rim”). O que fazer? Trocar no carro, uai! Tem outra saída? Só que o carro estava parado na avenida mais movimentada de Maresias (para quem conhece, sabe que a Francisco Loup é estreita e bem movimentada e, na verdade, se trata de uma continuação da Rio/Santos!).

Eis a cena: Eu, de vestido curto, com a bunda virada pra estrada porque a cadeira da Laura ocupava o banco do lado da calçada e não tinha como deitá-la, marido fazendo casinha atrás para que eu pudesse manter um mínimo de dignidade, já que meu útero devia estar a mostra, carro passando, caminhão lambendo de tão perto e o almoço gelando, frango endurecendo e batata murchando. Ufa! Conseguimos! Laura limpinha e vamos almoçar!!! Ebaaaa! Gente, sentamos à mesa e, em seguida, ouvimos um sonoro pum saindo das fraldas da minha princesinha e, em seguida, ela coloca a mão e diz (olhando no fundo dos meus olhos marejados do tipo “não minha filha, me diz que você não fez coco de novo!) e fala “coco”. E não é que Laura fez coco pela segunda vez?! Quando o garçom percebeu que não íamos conseguir comer, perguntou se gostaríamos que embrulhasse para viagem… confesso que mal respondi… não sabia se ria, chorava, me jogava no mar… rsss. Só pensei: ah não! Pára a prancha que eu quero descer!!!

E este era só o primeiro dia de aventuras! Ainda restavam três pela frente… rsss

 

Placa-Patricia

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