Será que meu filho tem déficit de atenção?

25.07.2013

 

Atualmente, fala-se muito sobre esse tema e muitas mães procuram atendimento para seus filhos, pois, acreditam que eles apresentam Transtorno de Déficit de Atenção, o famoso DDA. Essas mães levam queixas da escola que seus filhos não conseguem ter bom rendimento escolar, são desatentos, não terminam aquilo que começam e sempre esquecem o que já aprenderam. Elas podem estar certas, mas não devemos confundir DDA com falta de limites e obediência.

Afinal, o que é déficit de atenção ou DDA?

É uma disfunção neurológica no córtex pré-frontal (localizada na testa). Quando a criança com DDA tenta se concentrar, a atividade do córtex pré-frontal diminui ao invés de aumentar, como acontece nos cérebros sem essa disfunção.

O diagnóstico não é fácil de ser feito, pois existem vários critérios que devem ser considerados. Para cada sintoma é dada uma pontuação.

Um requisito para o diagnóstico é que os sintomas devem aparecer antes dos 7 anos e precisam ser observados em dois ou mais ambientes diferentes, como, por exemplo, em casa e na escola.

7 sintomas de crianças que sofrem de DDA:

1. Dificuldade para prestar atenção a detalhes.

2. Dificuldade para ficar atento durante tarefas ou brincadeiras.

3. Aparenta não ouvir quando lhe dirigem a palavra.

4. Dificuldade para seguir instruções ou terminar tarefas.

5. As crianças com DDA tendem a evitar tarefas que requerem esforço mental e organização, como projetos escolares.

6. Perdem frequentemente os materiais necessários para realizar tarefas ou atividades.

7. Tendem a se distrair com excessiva facilidade, frequentemente se esquecem de afazeres, ordens ou conteúdos que aprenderam na sala de aula, adiam tarefas e tem dificuldade em iniciá-las.

Mentalmente, a criança que sofre com a DDA quase sempre está a mil por hora, tanto que, para muitos é difícil ter uma boa noite de sono. Fisicamente, a inquietação é mais comum em meninos e, quanto mais nova a criança, mais intensa é essa inquietação, porém, a inquietação física não é a principal característica desta síndrome. Dificuldade para se concentrar na hora dos estudos é uma das principais queixas de muitos pais.

Como tratar?

Cada uma dessas características pode aparecer com maior ou menor intensidade. Geralmente, as crianças com DDA são consideradas como enroladoras, esquecidas, desorganizadas, preguiçosas, irresponsáveis e rebeldes. No entanto, se a disfunção for identificada e tratada de forma correta, tudo isso pode se transformar em criatividade, energia, ousadia e inovação.

No Brasil, calcula-se que três milhões de pessoas tenham o diagnóstico de déficit de atenção. No entanto, a maior parte dos pais não sabe ou acha que é da natureza do filho ter alguns comportamentos inadequados. O tratamento depende do nível de impulsividade ou distração. O médico deverá ser procurado para receitar os remédios apropriados e prescrever acompanhamento com psicólogo caso necessário.

Ao contrário do que muitos pensam, as crianças com DDA não são preguiçosas ou exageradas, para eles, o fato de não conseguir realizar uma tarefa ou não se concentrar em algo por distração é perturbador e muitos sofrem e se sentem culpados. Os pais precisam ter paciência e aceitar a criança. Devem encontrar maneiras para acentuar os pontos fortes dos filhos.

Punição de qualquer tipo não funciona com as crianças com DDA. Os pais terão mais sucesso se tentarem prevenir o comportamento indesejado com muita conversa e carinho. Devem procurar dar algumas tarefas que exijam responsabilidade e elogiá-las, mesmo que elas consigam executá-las só de forma parcial.

Silvia Castilho

Escrito por: Silvia Castilho

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