“Não consigo mais transar com a mãe do meu filho”

selo-pai-amigo

 

Ricardo Moreira
Pai da Layla

 

♥ “Cara, meu filho saiu dali: do meu playground!!”

 

 

15.04.2016 (Atualizado em 18.03.2019) – Cavalheiros, vamos falar um pouco sobre algo inevitável, que ocorrerá em maior ou menor escala, mas é como lua cheia ou maré alta, que não dá para se evitar: Não consigo mais transar com a mãe do meu filho!!!

Após o parto, sua mulher vai entrar em parafuso! Cuidar da cria, pensar na casa e na comida, se cuidar, pagar contas, ir ao supermercado, ligar para a sogra, buscar pão…

Por maior que seja a sua atuação nessa hora, algumas mulheres não se desligam dessas coisas e, mesmo que não execute, a cabeça estará esquentando os processadores.

Pior: além de não ter como instalar “coolers” nas cabeças das mamães, para que esfriem a cuca, elas têm somente 24 horas para, além disso tudo, encaixar neste período o sono, a comida, a higiene pessoal e a novela (agora, talvez já seja a série da Netflix).

Todos devem estar concordando com isso, ma, está na hora de caírem de suas cadeiras: e VOCÊS, homens? Maridos?

Não consigo mais transar com a mãe do meu filho!!!

nao consigo 2Garanto que nenhum de vocês pariu ou amamentou e, com certeza, têm um negócio que não deixou de funcionar: seus testículos, que jogam diariamente em cada um dos senhores um esquema doido chamado testosterona!

E isso, rapazes, tende a deixá-los malucos porque, caso não tenham prestado atenção no pequeno relato acima, elas não têm espaço para sexo.

Repito: NÃO TÊM ESPAÇO PARA SEXO!!!!

Camaradas, isso é mais do que natural e ocorre com ou sem planejamento nossos ou de nossas mulheres.

As opções, frente esse panorama, são politicamente incorretas:

  • Passar a olhar para outras mulheres;
  • buscar casas de entretenimento masculino (Oscar Maroni ficou ricaço desse jeito);
  • ficar mais gente-fina com a vizinha bonitona;
  • reparar que a secretária do trabalho não usa aliança, etc.

Cruel né? Novamente, informo que isso também é normal e natural. Você não é um perfeito canalha por pensar assim, mas é importante lembrar que, dentro de casa, tem duas ou mais pessoas que contam com você e não aprovariam atitudes dessa natureza!

Observem que há um abismo gigantesco entre “pensar” nessas e tantas outras hipóteses e “agir” em alguma dessas situações. Então estamos perdidos??? Calma! Agora temos muito o que conversar…

Devemos compreender e moldar nossos pensamentos para esse novo momento. Sim, é muito bom transar com nossas mulheres. Lembram da loucura que era na época de namoro? Noivado? Casou e “meudeusdocéu”, essa muié quer é acabar comigo!!! Era bom isso, hein? Hehehe! Mas digo que utilizar o verbo “ser”, no passado, não é aplicável.

Ainda é bom! Aquelas mulheres chatíssimas e bravas que estão lá dentro das nossas casas ainda são nossas mulheres e melhor: ainda são as mesmas que, em tempos áureos, “pulavam peladas de cima do guarda roupa” para nos agradar (entendam isso da pior maneira possível, é exatamente isso).

Pois é! Agora elas são mamães. Ficaram mais velhas, não estão mais tão sensuais como antigamente e certas intimidades e cuidados que tiveram juntos, devido a gravidez, estão prejudicando o seu libido por sua esposa e… e… e… largem de frescura!!!

SÃO AS SUAS MULHERES QUE AINDA ESTÃO LÁ, PÔ!

Ora, que discurso é esse? Essa coisa de que “agora são mães, não consigo mais transar com a mãe do meu filho” é de preocupar, hein? Quem não dá assistência abre a concorrência – e pode perder a preferência, camaradas.

Naturalmente, as mulheres que se tornam mamães reduzem sim o seu libído, mas por condições hormonais. E vocês? Continuam os mesmos? Isso não é desculpa!

Continuem amando-as. Se entrarem neste ciclo vicioso de críticas vazias (“nossa, a bunda caiu… o abdômen está cheio de estrias… quanta celulite! Cara, meu filho saiu dali: do meu playground!!), nunca mais conseguirão desejar suas mulheres. E, provavelmente, nenhuma outra no mundo!

Esse é um momento incrível para elas e para VOCÊS também! Vocês se tornaram PAPAIS!!!! Observem essa nova natureza das mesmas críticas acima: “Nossa! Como desejo passar cremes e dar uns tapinhas nessa bunda… Humm, esse abdômen ficou gostoso para encher as mãos e segurá-la mais, na pegada do momento! Celulite? Onde? Olha, preciso inspecionar mais este playground com a minha língua”.

Viram? É tudo uma questão de atitude, ponto de vista e momento.

É o seu momento, meu caro. O seu momento de ser papai e marido, e o dela de ser mãe, proteger a cria, xingar o companheiro… mas passará! Eu garanto.

Cabe a nós tomar partido dessas coisas e, de certa forma, transformar um pouco a nossa rotina. Você mostrará à sua mulher que, sim, poderá tomar partido das tarefas: lavar a louça ou fazer uma comida – um miojo, talvez. Nem que seja só para você, para tirar a “responsabilidade” que ela tem de, também, lhe alimentar. Não, ela não tem que fazer isso!!

Que tal chegar em casa já “jantado” ou levar o jantar para ela?! Tanta padoca nas esquinas por aí… Com o tempo, uma rotina corrigirá esse caos predominante que vocês estão vivendo.

 

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