Criança em casa, atenção às plantas tóxicas

Se você tem criança em casa precisa ficar atenta s plantas que irá colocar no seu jardim, elas podem ser tóxicas! A intoxicação pode ocorrer por contato ou ingestão. Sessenta por cento dos casos de intoxicação por plantas tóxicas no Brasil ocorrem com crianças menores de nove anos, sendo que, em geral, a intoxicação ocorre acidentalmente. Vamos começar falando de medidas preventivas para que a intoxicação por plantas tóxicas não ocorra.

O Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas (Sinitox), em parceria com os centros de Belém, Salvador, Cuiabá, Campinas, São Paulo e Porto Alegre, criou, em 1998, o Programa Nacional de Informações sobre Plantas Tóxicas. Assim, foram elaborados panfletos para divulgar informações:

A seguir, as plantas que mais provocam intoxicações no Brasil. É importante conhecê-las para se prevenir contra acidentes.
12-04-2011-tinhorao
TINHORÃO
Nome popular: tajá, taiá, caládio.
Parte tóxica: todas as partes da planta.
Sintomas: a ingestão e o contato podem causar sensação de queimação, edema (inchaço) de lábios, boca e língua, náuseas, vômitos, diarréia, salivação abundante, dificuldade de engolir e asfixia; o contato com os olhos pode provocar irritação e lesão da córnea.

comigo-ninguem-pode


COMIGO-NINGUÉM-PODE
Nome popular: aninga-do-Pará.
Parte tóxica: todas as partes da planta.
Sintomas: a ingestão e o contato podem causar sensação de queimação, edema (inchaço) de lábios, boca e língua, náuseas, vômitos, diarréia, salivação abundante, dificuldade de engolir e asfixia; o contato com os olhos pode provocar irritação e lesão da córnea.

Taioba


TAIOBA-BRAVA
Nome popular: cocó, taió, tajá.
Parte tóxica: todas as partes da planta.
Sintomas: a ingestão e o contato podem causar sensação de queimação, edema (inchaço) de lábios, boca e língua, náuseas, vômitos, diarréia, salivação abundante, dificuldade de engolir e asfixia; o contato com os olhos pode provocar irritação e lesão da córnea.

copo-de-leite


COPO-DE-LEITE

Nome popular: copo-de-leite.
Parte tóxica: todas as partes da planta
Sintomas: a ingestão e o contato podem causar sensação de queimação, edema (inchaço) de lábios, boca e língua, náuseas, vômitos, diarréia, salivação abundante, dificuldade de engolir e asfixia; o contato com os olhos pode provocar irritação e lesão da córnea.

saia-branca


SAIA-BRANCA

Nome popular: trombeta, trombeta-de-anjo, trombeteira, cartucheira, zabumba.
Parte tóxica: todas as partes da planta.
Sintomas: a ingestão pode provocar boca seca, pele seca, taquicardia, dilatação das pupilas, rubor da face, estado de agitação, alucinação, hipertermia; nos casos mais graves pode levar à morte.

AROEIRA
AROEIRA

Nome popular: pau-de-bugre, coração-de-bugre, aroeirinha preta, aroeira-do-mato, aroeira-brava.
Parte tóxica: todas as partes da planta.
Sintomas: o contato ou, possivelmente, a proximidade, provoca reação dérmica local (bolhas, vermelhidão e coceira), que persiste por vários dias; a ingestão pode provocar manifestações gastrointestinais.

bico-de-papagaio
BICO-DE-PAPAGAIO

Nome popular: rabo-de-arara, papagaio.
Parte tóxica: todas as partes da planta.
Sintomas: a seiva leitosa causa lesão na pele e mucosas, edema (inchaço) de lábios, boca e língua, dor em queimação e coceira; o contato com os olhos provoca irritação, lacrimejamento, edema das pálpebras e dificuldade de visão; a ingestão pode causar náuseas, vômitos e diarréia.

Coroa-de-Cristo
COROA-DE-CRISTO
Nome popular: coroa-de-cristo.
Parte tóxica: todas as partes da planta.
Sintomas: a seiva leitosa causa lesão na pele e mucosas, edema (inchaço) de lábios, boca e língua, dor em queimação e coceira; o contato com os olhos provoca irritação, lacrimejamento, edema das pálpebras e dificuldade de visão; a ingestão pode causar náuseas, vômitos e diarréia.

AVELoS
AVELÓS

Nome popular: graveto-do-cão, figueira-do-diabo, dedo-do-diabo, pau-pelado, árvore de São Sebastião.
Parte tóxica: todas as partes da planta.
Sintomas: a seiva leitosa causa lesão na pele e mucosas, edema (inchaço) de lábios, boca e língua, dor em queimação e coceira; o contato com os olhos provoca irritação, lacrimejamento, edema das pálpebras e dificuldade de visão; a ingestão pode causar náuseas, vômitos e diarréia.

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URTIGA

Nome popular: urtiga-brava, urtigão, cansanção.
Parte tóxica: pêlos do caule e folhas.
Sintomas: o contato causa dor imediata devido ao efeito irritativo, com inflamação, vermelhidão cutânea, bolhas e coceira.

 


ESPIRRADEIRA
ESPIRRADEIRA

Nome popular: oleandro, louro rosa.
Parte tóxica: todas as partes da planta.
Sintomas: a ingestão ou o contato com o látex podem causar dor em queimação na boca, salivação, náuseas, vômitos intensos, cólicas abdominais, diarréia, tonturas e distúrbios cardíacos que podem levar à morte.

 

chapeu-de-napoliao
CHAPÉU-DE-NAPOLEÃO

Nome popular: jorro-jorro, bolsa-de-pastor.
Parte tóxica: todas as partes da planta.
Sintomas: a ingestão ou o contato com o látex pode causar dor em queimação na boca, salivação, náuseas, vômitos, cólicas abdominais, diarréia, tonturas e distúrbios cardíacos que podem levar à morte.

 

cinamomo
CINAMOMO

Nome popular: jasmim-de-caiena, jasmim-de-cachorro, jasmim-de-soldado, árvore-santa, loureiro-grego, lírio-da-índia, Santa Bárbara.
Parte tóxica: frutos e chá das folhas.
Sintomas: a ingestão pode causar aumento da salivação, náuseas, vômitos, cólicas abdominais, diarréia intensa; em casos graves pode ocorrer depressão do sistema nervoso central.

MANDIOCA-BRAVA
MANDIOCA-BRAVA

Nome popular: mandioca, maniva.
Parte tóxica: raiz e folhas.
Sintomas: a ingestão causa cansaço, falta de ar, fraqueza, taquicardia, taquipnéia, acidose metabólica, agitação, confusão mental, convulsão, coma e morte.

 

Mamona
MAMONA

Nome popular: carrapateira, rícino, mamoeira, palma-de-cristo, carrapato.
Parte tóxica: sementes.
Sintomas: a ingestão das sementes mastigadas causa náuseas, vômitos, cólicas abdominais, diarréia mucosa e até sanguinolenta; nos casos mais graves podem ocorrer convulsões, coma e óbito.

Pinhao-roxo
PINHÃO-ROXO

Nome popular: pinhão-de-purga, pinhão-paraguaio, pinhão-bravo, pinhão, pião, pião-roxo, mamoninho, purgante-de-cavalo.
Parte tóxica: folhas e frutos.
Sintomas: a ingestão do fruto causa náuseas, vômitos, cólicas abdominais, diarréia mucosa e até sanguinolenta, dispnéia, arritmia e parada cardíaca.

O tratamento varia conforme a planta ingerida

Algumas vezes não está indicado provocar vômitos, como no caso da ingestão de copo de leite ou pinhão-roxo. Em outros, como na ingestão de comigo-ninguém-pode, existe a indicação de ser provocar emese. Por isso, é sempre melhor procurar ajuda médica. Se houver contato com os olhos, é indicado lavar com água corrente até conseguir atendimento.

Dicas Preventivas

1 – Mantenha as plantas venenosas fora do alcance das crianças.

2 – Conheça as plantas venenosas existentes em sua casa e arredores pelo nome e características. Em geral, as plantas tóxicas são as que apresentam folhas mais coloridas, mas outras também podem ser danosas e não são só as folhas. Em geral, são plantas bonitas com floras atraentes.

3 – Ensine as crianças a não colocar plantas na boca e não utilizá-las como brinquedos (fazer comidinhas, tirar leite etc.).

4 – Não prepare remédios ou chás caseiros com plantas sem orientação médica.

5 – Não coma folhas, frutos e raízes desconhecidas. Lembre-se de que não há regras ou testes seguros para distinguir as plantas comestíveis das venenosas. Nem sempre o cozimento elimina a toxicidade da planta.

6 – Tome cuidado ao podar as plantas que liberam látex provocando irritação na pele e principalmente nos olhos; evite deixar os galhos em qualquer local onde possam vir a ser manuseados por crianças; quando estiver lidando com plantas venenosas, use luvas e lave bem as mãos após esta atividade.

7 – Em caso de acidente, procure imediatamente orientação médica e guarde a planta para identificação.

8 – Em caso de dúvida, ligue para o Centro de Intoxicação de sua região.

Campinas/SP – Centro de Controle de Intoxicações/FCM/Unicamp
Responsável: Prof. Dr. Fabio Bucaretchi
Endereço: Hospital de Clínicas da Unicamp
Rua: Carlos Chagas nº 150 – 4º andar – Cep:13.083-970 – Campinas – SP
Telefone: (19)3521.7573
Fax: (19)3521.7573  e-mail: cci@fcm.unicamp.br

 

Texto escrito em: 03.09.2013

 

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Silvia Castilho

Escrito por: Silvia Castilho

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