Compra, mãe!

13.08.2012 – Quantas vezes nós compramos chocolates, salgadinhos, bolachas e alimentos para os nossos filhos apenas porque na embalagem desses produtos estão os personagens do desenho animado preferido deles? 

Quantas vezes nós deixamos os nossos filhos na frente da televisão vendo “comerciais” enquanto fazemos o almoço, a janta ou qualquer outra atividade importante para manter a casa e a família em ordem? 

Quantas vezes nos deixamos levar pelo pedido “compra mãe!” dos nossos filhos para deixá-los felizes ao adquirirem aquele produto que eles desejavam tanto enquanto assistiam a propaganda na televisão?

Meninas… eu não sei vocês, mas eu com certeza já “me peguei” em uma dessas situações! É Certo? É Errado? Somos responsáveis pelo desejo de compra que a mídia infiltra nos nossos filho? Devemos deixá-los longe da televisão para evitar que eles tenham contato com a sedução dos comerciais? Devemos ignorar e também nos deixar levar?

Esses dias eu comprei uma caixinha que continha 3 ovos do “Kinder Ovo” apenas porque a turma do “Madagascar” (desenho da DreamWorks) estava na embalagem. O brinde? Vários… mas entre eles um trem com os personagens. Como meu filho adora trem, eu delirei e comprei para ele… Agora, me pergunta!!! O trem estava em algum dos três ovinhos? Claro que não!!! Ele adquiriu três simples brinquedinhos que não ganharam nem 5 minutos da atenção do meu filho (e um ainda veio repetido!). Isso lembrou-me o documentário que assisti antes dele nascer e que, naquela época, jurei jamais deixar eu e o meu filho cair nessas tentações! Resumindo: Precisei rever esse vídeo para resgatar um pouco dos meu valores, mais do que isso, decidi dividir com vocês!

Tem uma versão reduzida no youtube, mas eu não abro mão da versão original. Assistam!!! A reflexão vale muito a pena. Afinal estamos falando da criação dos nossos tesouros!!! 

Vídeo Completo – Criança, a alma do negócio

https://www.youtube.com/watch?v=KQQrHH4RrNc

Dia 09 de Agosto de 2012 acadêmicos,representantes da sociedade civil e parlamentares defenderam uma maior regulamentação para a publicidade destinada ao público infantil. De acordo com a matéria da jornalista Martina Arraes, do site direitos da criança, os debatedores concordaram que é necessário garantir maior proteção às crianças diante dos estímulos consumistas em propagandas e merchandising, por exemplo. Eles participaram do 1º Seminário Infância Livre de Consumismo,promovido pela Comissão de Direitos Humanos e Minorias

Para a professora e coordenadora do Grupo de Pesquisa da Relação Infância, Adolescência e Mídia, da Universidade Federal do Ceará (UFC), Inês Vitorino, é impossível para os pais sozinhos, com o nível de “agressividade” da publicidade infantil, tratarem de forma adequada o consumismo. “Os pais podem minimizar os danos, mas estes já estão construídos”, afirmou.

A professora apresentou exemplos de propagandas com uso de mascotes, venda casada e licenciamento de personagens para estimular o consumismo infantil. “A criança não pede ao pai o biscoito de um gosto específico, mas do personagem A ou B”.

Segundo a diretora de Defesa e Futuro do Instituto Alana, Isabella Henriques, as crianças são as maiores vítimas da publicidade porque elas acreditam no que as propagandas veiculam. “A criança não deveria ser destinatária direta de nenhum tipo de publicidade. Ela não tem como se defender do bombardeio publicitário que ela recebe”, disse. O instituto luta pelo fim de qualquer mensagem publicitária voltada para crianças menores de 12 anos.

Isabella Henriques defendeu a aprovação do Projetode Lei 5921/01, que proíbe a publicidade de produtos infantis. “Esse PL tem mais de 10 anos. É uma geração que já foi bombardeada (por propagandas infantis). É um debate urgente”, disse. A matéria está atualmente na Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática.

compra-mae

 

Fonte: Site Direitos da Criança

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