Como se dar bem com as avós e sogras

Como se dar bem com as avós e sogras

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Karina Fusco é jornalista colaboradora do Grupo Mães Amigas, onde escreve principalmente sobre comportamento, saúde e educação. É também editora do blog Lugarzinhos Especiais, que traz dicas de passeios, estadia e gastronomia que podem ser feitos, inclusive, com crianças. 

 

 

17.06.2015- Quem nunca teve um desentendimento com a mãe ou com a sogra por causa dos filhos? Ou ao menos passou raiva porque elas agiram de uma forma que não é a que você gostaria? Essa delicada e importante relação requer tato, sabedoria e cautela. Aprender a respirar, ao invés de explodir com elas, se faz necessário, afinal, ter avós é uma experiência muito enriquecedora e saudável, mesmo que hoje já não se façam mais avós como as de antigamente, aquelas que ficavam tricotando e preparando gostosuras de domingo a domingo.

Como se dar bem com as avós e sograsO tema pode ter muitos desdobramentos e despertar interesse em todos os tipos de famílias que querem, sobretudo, uma convivência harmoniosa. Sabendo disso, a psicoterapeuta Elizabeth Monteiro lançou o livro Avós e sogras – Dilemas e delícias da família moderna, pela Summus Editorial. A cada capítulo, impossível não se identificar com as situações relatadas por ela. “É essencial que todos saibam: os embates entre mães e filhas e entre noras e sogras prejudica a todos – sobretudo os netos”, afirma.

Em entrevista ao site Mães Amigas, a autora falou sobre as situações que mais geram conflitos, os principais erros das avós e sogras, como também das filhas e noras e ainda deu dicas para que a convivência familiar seja harmoniosa.

Avós e sogras – dilemas e delícias da família moderna

Mães Amigas: O que te levou a escrever um livro sobre a relação de filhos, noras e genros com suas mães e sogras, quando elas se tornaram avós?

Elizabeth Monteiro: O que sempre me leva a escrever são as queixas e conflitos que recebo no consultório e as minhas próprias angústias vividas. No caso do livro das avós, noras e sogras, fui movida pela queixa contínua relatada pelas famílias, quando nasce uma criança. Realmente, a chegada de um bebê pode se transformar em um evento que gera muitos conflitos familiares.

Mães Amigas: A mãe e a sogra quando ganham os netos, sobretudo o primeiro, mudam muito?

Elizabeth Monteiro: Sim. Costumam mudar. Todos querem cuidar dessa criança. As avós revivem a sua própria maternidade e as mães precisam exercitar o seu papel. Além disso, as jovens mãezinhas buscam a aprovação das suas mães e sogras. E é justamente nesse momento, em que todos querem cuidar do bebê, que se iniciam os conflitos, geralmente gerados pela competição.

Mães Amigas: Para as mães de hoje, que na maioria das vezes trabalha fora, quais são os principais ganhos em ter por perto as avós para ajudar no cuidado com os filhos?

Como se dar bem com as avós e sogras

Elizabeth Monteiro: As avós podem ser excelentes auxiliares nos cuidados com o neto, desde que respeitem os pais dessa criança. Os conflitos surgem quando as avós querem impor o seu modo de cuidar e de educar, aos pais da criança.

Os conflitos aparecem, quando as avós não percebem, ou não querem perceber, que essa criança não é o seu filho.

Mas os ganhos em se ter uma avó por perto são muitos. O principal deles é o fato das crianças serem mais felizes quando têm os avós por perto. Pesquisas comprovam isso.

Mães Amigas: E quais são os principais problemas e atritos que surgem nesta proximidade?

Elizabeth Monteiro: Os problemas e atritos aparecem: quando a nora não resolveu os seus conflitos com a sua própria mãe, quando o pai da criança não se posiciona a favor da mulher, quando a sogra ou a avó materna são invasivas e não respeitam os pais da criança, quando as avós transferem para a nora os conflitos que viveram em sua juventude.

Mães Amigas: Dos tipos de avós que você cita no livro, quais são as mais adoradas? E as mais odiadas?

Elizabeth Monteiro: As avós mais adoradas são aquelas mais permissivas, divertidas e dóceis e as menos adoradas são as “educadoras”.

Como se dar bem com as avós e sograsMães Amigas: Quais dicas podemos dar para as famílias que têm muitos atritos com os avós? Quais são as melhores maneiras de resolver isso?

Elizabeth Monteiro: As melhores maneiras são baseadas no respeito e na educação. A nora tem de perceber que a sogra é mais velha e que merece ser tratada com respeito e a sogra deve respeitar as escolhas do seu filho. Não importa o grau de parentesco. O respeito e a educação imperam.

O que é muito importante saber é que jamais se deve falar mal da mãe do companheiro e vice-versa. Se as pessoas entenderem isso, 50% dos conflitos poderão ser evitados.

Mães Amigas: E para as avós, o que podemos indicar para que vivam mais harmoniosamente com filhos, genros e sogras, sobretudo no que se refere ao cuidado e a atenção aos netos?

Elizabeth Monteiro: Sempre recomendo que as avós “fiquem na sua”. Elas podem ser excelentes auxiliares nos conflitos, quando requisitadas. Mas não podem ser as geradoras dos conflitos.

 

 

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