Como identificar transtornos alimentares nos filhos?
03.08.2015 – Transtornos alimentares como anorexia e bulimia têm sido cada vez mais frequentes entre adolescentes e até em crianças. A preocupação excessiva com o corpo, influenciada principalmente pela exposição de celebridades, modelos e blogueiras nas mÃdias sociais, têm influenciado essa geração que acaba vivendo em busca do corpo perfeito.
A alimentação da criança e do adolescente pode ser influenciada também por  fatores como padrão familiar, marketing e caracterÃsticas grupais. Porém sabemos que na puberdade ocorrem mudanças biopsicossociais que podem interferir no amadurecimento emocional e, consequentemente, levar a alterações nas escolhas alimentares.
Como identificar transtornos alimentares nos filhos?
Quando a busca por um corpo cada vez mais magro passa a ser uma obsessão, com uma restrição alimentar significativa, uso de dietas de baixÃssimas calorias, indução de vômitos após a ingesta alimentar, uso de agentes laxativos sem necessidade e/ou dedicação extrema à s atividades fÃsicas, podemos pensar que está ocorrendo um transtorno alimentar.
Os transtornos alimentares têm como caracterÃsticas comuns:
– uma intensa preocupação com o peso e o medo excessivo de engordar
– uma percepção distorcida da forma corporal
– auto-avaliação baseada no peso e na forma fÃsica.
Entenda melhor:
Tipos mais comuns de transtornos alimentares:
Anorexia nervosa
Caracteriza-se por uma procura incansável pela magreza, levando o paciente a uma severa e auto-induzida perda de peso, utilizando recursos extremos como longos perÃodos de jejum, exercÃcios fÃsicos excessivos, vômitos voluntários, uso de laxantes, diuréticos ou moderadores de apetite no intuito de forçar uma perda de peso cada vez maior. Há distorção de imagem corporal e os ciclos menstruais ficam interrompidos por no mÃnimo três meses.
Bulimia         Â
Apresenta-se como uma sensação de completa perda de controle alimentar em que o paciente ingere compulsiva e indiscriminadamente grandes quantidades de alimentos em um perÃodo muito curto de tempo – episódio bulÃmico. Esta ingestão é seguida de um sentimento de culpa, vergonha e medo de engordar, levando o paciente a induzir o vômito, em geral várias vezes ao dia, bem como ao uso de laxantes, diuréticos ou inibidores de apetite e à prática de exercÃcios fÃsicos de maneira exagerada.
Fonte: Ambulin – USP
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Complicações:
Com a diminuição da porcentagem de gordura corporal podem ocorrer diversas complicações como: alterações hormonais, interrupção do ciclo menstrual, atraso na puberdade e parada do crescimento. Também ocorrem diminuição da resistência imunológica, anemia, esofagite, alterações bucais, desnutrição. Em casos graves podem ocorrer arritmias e óbitos (o risco de mortalidade é de 5 a 15% dos casos).
É muito comum a associação de patologias psiquiátricas como ansiedade e depressão.
Quando suspeitar que seu filho pode estar com um transtorno alimentar?
Os pais devem estar alertas a alterações comportamentais, preocupação extrema com a alimentação, contagem de calorias, prática excessiva de atividades fÃsicas, oscilações de peso, insatisfação com o próprio corpo. Pular refeições, esconder alimentos, exercitar-se em segredo e buscar um padrão de beleza inatingÃvel podem indicar uma fase mais avançada do quadro.
Como prevenir?
Quem já têm o hábito de fazer dieta e que possui uma preocupação em emagrecer deve tomar cuidado para não estimular esse comportamento em seus filhos. Também ficar atentos à s páginas acessadas na Internet, mÃdias sociais, ao cÃrculo de amizades e à influência de grupos que idealizam o corpo perfeito.
Os pais devem estimular seus filhos a terem uma alimentação saudável, variada e equilibrada.  E principalmente ensiná-los a terem uma boa imagem de si mesmos e a cuidarem da sua auto-estima.
Gostaria de salientar que os transtornos alimentares podem ser graves e necessitam uma abordagem multiprofissional com acompanhamento médico, psiquiátrico, psicológico e nutricional. É possÃvel reverter esse comportamento com a detecção precoce, prevenindo suas complicações.
Saiba mais: www.ambulin.org.br
Como identificar transtornos alimentares nos filhos?
