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Violência doméstica contra a mulher

07.08.2013 – Hoje, gostaria de mostrar alguns dados estatísticos sobre a violência doméstica contra a mulher, também conhecida como violência de gênero. No Brasil, temos uma Lei, que foi sancionada em 2006, muito popularmente chamada de Lei Maria da Penha, que preconiza os Direitos de Mulheres vítimas de violência e que responsabiliza criminalmente esse agressor.

Apesar de existir uma Lei que protege as mulheres, os dados informativos são claros, e é estimado que mais de 13 milhões e 500 mil mulheres já sofreram algum tipo de agressão. Dessas vítimas, 31% ainda vivem com o agressor e, dessas, 14% ainda sofrem algum tipo de violência, ou seja, 700 mil brasileiras continuam sofrendo agressões. Em consequência disso, nosso país ocupa o 7lugar entre 84 países que mais matam mulheres. Que quadro feio, não?

Dentro de nossas casas, somente nós sabemos o que acontece, não é? Não… quando, geralmente, acontece uma briga de casal, além das paredes da sua casa, seus vizinhos também escutam e parece que já ouço a celebre frase: “Em briga de marido e mulher, não se mete a colher!”. Felizmente ou infelizmente, discordo disso pois, assim como os pais que batem nos filhos, o homem que bate na mulher o faz com a insanidade do momento, movido por emoções e sentimentos que permitem que sua mão ou aquilo que ele tem nela se torne gigante para ferir, machucar e até mesmo matar.

A violência doméstica gera um ciclo de segredo e sensação de incapacidade que, por mais que a mulher queira denunciar, gritar aos quatros ventos o que está acontecendo, não consegue. Muitas acreditam que o marido mudará, que esse momento passará, mas não irá. É preciso quebrar esse ciclo de violência, que não é só composta pelas agressões físicas, mas as psicológicas que deixam as mulheres com a auto-estima lá embaixo, se sentindo o pior Ser do planeta… as palavras têm um poder enorme de construção, mas de destruição também.

O que fazer então para mudar esse quadro?

A primeira coisa a fazer é um B.O. (boletim de ocorrência) da agressão sofrida. Em Campinas, existe uma Delegacia Especializada, que é a Delegacia da Mulher.

Existem também lugares especializados para atendimento psicológico e social às mulheres vitimas de violência (veja os contatos abaixo).

Se você sofre violência doméstica ou conhece alguém que sofre, procure ajuda, mude sua vida, pois todos nós Temos o Direito de Sermos Felizes!

Acesse a Lei Maria da Penha na íntegra, clique aqui.

 

Locais de Atendimento:

Ceamo – Centro de Apoio a Mulher

Telefone: (19) 3236-3619

Hospital Municipal “Dr. Mário Gatti”

Telefone: (19) 3772-5700

Centro de Atendimento Integral à Saúde da Mulher CAISM – UNICAMP

Telefone: (19) 3252-9492

Delegacia de Defesa da Mulher

Telefone: (19) 3242-5003 e 3242-7762

Guarda Municipal

Telefone: 153

Central de Atendimento à Mulher – Atendimento 24 horas

Telefone: 180

SOS – Ação Mulher e Família

Telefone: (19) 3232-1544

Coordenadoria da Mulher

Telefone: (19) 2116-0781

Defensoria Pública

Telefone: (19) 3256-4733, 3256-5441 e 3256-1821

Disque Denúncia

Telefone: (19) 3236-3040

 

 

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