Viagem de avião com bebê

11.12.2013 – É comum os pais questionarem o pediatra sobre quando podem sair com a criança recém-nascida ou fazer uma viagem de avião com bebê. Em geral, pergunto aonde querem ir, pois me arrepia quando vejo recém-nascidos passeando no shopping ou fazendo compras com os pais no supermercado.

Duas coisas importantes precisam ser enfatizadas:

1 – Nos primeiros meses de vida, a criança não tem defesa, além dos anticorpos passados pela mãe. Seu sistema imunológico é imaturo e qualquer infecção pode se generalizar com certa facilidade. Ela começará gradativamente a receber vacinas, mas muitas precisam de mais de uma dose para conferir proteção. Assim, é melhor evitar que o bebê entre em contato com muitas pessoas.

2 – Pais calmos, crianças calmas; pais agitados crianças agitadas. Isso é verdade. A criança sente-se segura com o que ela conhece. Por isso, é importante estabelecer uma rotina diária em que o banho, o passeio de sol, o local aonde ela dorme, são sempre os mesmos. Qualquer pai experiente sabe que nos fins de semana os bebês dão mais trabalho à noite. Isso acontece quando eles saem da rotina!

Comentado isso, a primeira pergunta a ser respondida é se é realmente necessário viajar e para onde querem ir

Caso seja imprescindível fazer a viagem, recomendo que entrem em contato com a companhia aérea, pois em geral elas não aceitam recém-nascidos nos voos. Lembre-se também que pode ser necessário, caso um dos pais esteja viajando sozinho com a criança, da autorização do cônjuge, além de carteira de identidade ou passaporte, na dependência do destino. Por isso, verifique antes do voo se você tem toda a documentação necessária.

Viagem de avião com bebêsOutra coisa que precisa ser pensada é como o bebê será alimentado. Caso ele esteja sendo amamentado, o problema esta resolvido. No entanto, se ele estiver recebendo mamadeira, lembre-se que a regra é a mesma para todos os passageiros e você não poderá embarcar com volume de líquidos acima do permitido (algumas companhias aéreas aceitam, cheque antes de viajar). Nesse caso, dê preferência aos alimentos infantis industrializados e leve um pouco de sua fórmula em pó em um potinho, de tal forma que solicitando água você possa preparar a mamadeira.

As companhias aéreas costumam fornecer a lista de objetos e volumes de líquido que podem embarcar na bagagem de mão, não se esqueça de verificar, pois muitas vezes remédios e tubos de pomadas são barrados no embarque.

Tanto na decolagem quanto na aterrissagem, por problemas de pressurização do avião, podemos sentir certo desconforto no ouvido. Isso pode causar dor de ouvido nas crianças. Recomendo a lavagem das narinas com soro fisiológico (que também pode ser usado durante o voo para umidificar as vias aéreas), para que nenhuma secreção presente nas narinas ou na rinofaringe se desloque para o ouvido. Essa medida tem o intuito de evitar otites. A sucção (seio, bico ou chupeta) também pode ajudar a evitar estes transtornos.

Determinados destinos exigem a vacina da febre amarela. Esta vacina, no entanto, só pode ser administrada a partir dos 9 meses. Verifique também com seu pediatra se todas as vacinas possíveis para sua idade foram administradas.

Em voos longos, a criança pode dar trabalho e chorar atrapalhando os demais passageiros. O colo da mãe pode ser um modo de acalmar o bebê durante o voo. Nesse sentido, vale a pena escolher um voo no horário em que a criança dorme, pois isso fará o tempo passar mais rápido. Assim, opte pelos voos noturnos e os assentos da primeira fileira, já que o espaço é prioritário para crianças e oferece maior conforto para colocar uma cadeirinha de bebê.

Leve roupinhas extras, fraldas e todos os apetrechos regulares e boa viagem!

 

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Silvia Castilho

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