Vacinas: no posto de saúde ou na clínica?

28.10.2013 – O calendário de vacinas oferecidas pelo SUS está bastante completo, mas muitos pais têm dúvida se existem diferenças entre as vacinas do oferecidas nos postos de saúde e as vacinas das clínicas particulares.

A resposta é sim. Algumas vacinas oferecidas nas clínicas apresentam vantagens.

Entenda as diferenças

DPT/DTPa – Difteria, tétano e coqueluche – a vacina DPT (células inteiras) oferecida nos postos é eficaz e bem tolerada, mas pode dar febre e dor no local da aplicação. A DTPa (acelular) pode ser administrada em clínicas particulares e oferece a vantagem de dar menos reação.

Vacina contra a paralisia infantil – existem 2 tipos: a oral (gotinhas ou VOP), conhecida como Sabin e a injetável (IPV), conhecida como Salk. A injetável é preferível, pois não existe o risco de a criança desenvolver paralisia infantil uma vez que ela é preparada apenas com partes do vírus. Com a gotinha, existe risco, ainda que pequeno, uma vez que ela é preparada com o vírus inativado. A partir deste ano, os postos começaram a dar a injetável (IPV) nas duas primeiras doses e a em gotas nas doses seguintes, depois que a criança já desenvolveu alguma imunidade; isso determina um risco quase zero de transmissão da doença. Recomenda-se que todas as crianças com menos de 5 anos de idade recebam a vacina oral (gotinhas) nos Dias Nacionais de Vacinação, desde que já tenham recebido pelo menos 2 doses da vacina.

Rotavírus – Existem 2 vacinas disponíveis contra Rotavírus. A vacina monovalente (administrada pelos postos) imuniza contra 1 único tipo de vírus. Ela é dada em duas doses, seguindo os limites da faixa etária. A primeira dose aos 2 meses (1 mês e 15 dias até o máximo de 3 meses e 15 dias) e a segunda aos 4 meses (3 meses e 15 dias até no máximo 7 meses e 29 dias). O intervalo mínimo entre a primeira e a segunda dose é de 4 semanas. Já as clínicas particulares disponibilizam a vacina contra Rotavírus pentavalente, que imuniza contra 5 tipos do vírus. Essa vacina é administrada em 3 doses, aos 2, 4 e 6 meses. A primeira dose deve ser dada até no máximo os 3 meses e 15 dias e a terceira até no máximo os 7 meses e 29 dias. O intervalo mínimo também é de 4 semana entre as doses.

Pneumocócica conjugada – recomenda-se que as crianças recebam 3 doses no primeiro ano de vida (2, 4 e 6 meses) e uma dose de reforço com 1 ano. Os postos de saúde disponibilizam a vacina 10 valente, que imuniza contra 10 sorotipos do pneumococo. Já nas clínicas pode-se encontrar a vacina 13 valente que imuniza contra 13 sorotipos do pneumococo. As crianças que receberam as 3 primeiras doses da vacina 10 valente podem tomar o reforço com a 13 valente. Isso melhora sua imunidade. Existe ainda no mercado uma vacina polissacarídica 23 valente, que só pode ser administrada a crianças maiores de 2 anos. Para crianças e adolescentes (2-18 anos) com risco aumentado de doença pneumocócica invasiva (ex-imunodeprimidas), mesmo que tenham recebido a vacina conjugada anteriomente, devem receber esta vacina, com o intuito de melhorar sua imunidade.

HPV – Existem 2 vacinas contra o HPV (papiloma-vírus humano) no mercado. A vacina bivalente (que começará em breve a ser oferecida nos postos de saúde) imuniza contra os sorotipos 16 e 18 e é indicada para meninas de 10 a 25 anos em 3 doses. A segunda dose deve ser feita um mês após a primeira dose, e a terceira dose 6 meses após a primeira. A vacina quadrivalente (6, 11, 16, 18), disponível em clínicas, está indicada para meninos e meninas de 9 a 26 anos, em 3 doses. A segunda dose deve ser feita 2 meses após a primeira e a terceira 6 meses após a primeira.

Estas são as principais diferenças entre as vacinas oferecidas na rede pública e nas clinicas particulares de vacinação.

E a qualidade?

Em relação à qualidade, os laboratórios que fornecem as vacinas são confiáveis e, muitas vezes, são os mesmos tanto para postos de saúde quanto para as clínicas particulares.

Vacinas: no posto de saúde ou na clínica?

Porém, pais e responsáveis deve estar sempre atentos em relação à forma de armazenamento e conservação das vacinas. Por exemplo, uma simples falta de energia, com diminuição da temperatura da geladeira aonde elas estão armazenadas, pode fazer com que eles percam sua efetividade; por isso, é necessário que as clínicas disponham de gerador. Caso opte pelo posto de saúde, verifique se o local também dispõe de gerador para manter a geladeira funcionando em caso de falta de energia.

Além disso, sempre verifique a data de validade da vacina antes da aplicação.

Clique aqui e confira o calendário nacional de vacinação do Ministério da Saúde.

 

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Silvia Castilho

Escrito por: Silvia Castilho

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