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Conheça histórias de avós que fizeram tatuagens em homenagem aos netos

26.07.2018 – Comidas com sabores únicos, os colos mais aconchegantes do mundo e sermões de quem já viveu muita coisa nessa vida. É verdade, essas são características de grande parte das avós – e nós adoramos!

Algumas dessas mulheres, porém, quebraram os rótulos tradicionais e enfrentaram estúdios de tatuagem para fixar o amor que sentem pelos netos na pele! Nesse 26 de julho, Dia das Avós, o Mães Amigas buscou por avós que fizeram tatuagens em homenagem aos netos. Conheça essas histórias!

 

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Classicamente moderna!

A economista aposentada Vera Lucia Randi Ferraz fez a primeira tatuagem aos 71. (Foto: Arquivo Pessoal / Flávia Ferraz)

 

Quando completou 71 anos de idade, no último dia 18 de julho, a economista aposentada Vera Lucia Randi Ferraz ganhou de presente da filha uma tatuagem. “Eu queria presenteá-la de uma forma inovadora, que simbolizasse o nosso elo, mas não achei que ela fosse topar! Minha mãe é uma mulher muito clássica”, conta a empresária Flávia Ferraz, de 43 anos.

A surpresa veio quando Vera saiu do estúdio de tatuagem não com um, mas com dois desenhos tatuados no corpo! “Eu já estava lá mesmo, né?”, brinca.

“O diamante tem uma delicadeza aparente, mas também é rígido, forte, quase inquebrável, como eu, minha filha e o nosso elo. E o coração fala por si só, né? Amor!”, explica Vera, que também estendeu o significado dos desenhos aos filhos dos filhos. “Sou uma avó muito presente. Os meus netinhos e bisneto são os amores da minha vida!”, conta a mulher, que é avó de 8 e bisavó de 1.

 

Vera e a filha tatuaram coração e diamante nos pulsos. (Foto: Arquivo Pessoal / Flávia Ferraz)

 

“Eu quase não acreditava naquela cena! A minha mãe, uma mulher tão tradicional, estava ali, num estúdio com decoração punk, fazendo uma tatuagem enquanto um rock baixinho tocava ao fundo”, relembra Flávia.

Questionada se faria novos desenhos na pele, Vera diz que não tem certeza, mas talvez tatue mais dois corações: um para cada filho que tem. “Sério, mãe?”, pergunta Flávia. A filha não sabia que a mãe havia gostado tanto da experiência!

 

“Avó doidinha”

Renata Alvarenga: “Não preciso ser como os outros para os meus netos me amarem”. (Foto: Minamar Júnior)

 

Aos 58 anos de idade, a auxiliar de cozinha Renata Alvarenga carrega no braço o amor que sente pelos netos Pedro e Miguel. “São a minha vida. Não pensei duas vezes antes de tatuar. Sabe como é o amor, né?”, justifica a avó.

5 brincos em cada orelha, piercing em 2 dentes, aplique com trancinhas nos cabelos, unhas enormes e decoradas e outras tatuagens – até nas axilas! – também compõem o visual de Renata. Para ela, o título de “avó doidinha”, conquistado entre os netos, tem uma vantagem. “Eu consegui os ensinar a respeitar as pessoas pelo que elas são, e não pelo que elas mostram nas roupas ou no corpo”.

Com a colaboração do portal de notícias Campo Grande News.

 

Amor e astronomia à flor da pele

Giulia, Levi, Sofia e Helena (ao fundo). (Foto: Arquivo pessoal / Helena Faustino)

 

“Foi de supetão! O Lucas, meu filho, me contou que ia fazer uma tatuagem e eu disse que também queria. Aproveitei a carona!”, conta Helena Faustino, avó dos pequenos Giulia, Levi e Sofia e mãe da Ana Elise, do Lucas e da Luciana.

Na pele da vovó coruja, astronomia e amor se confundem. O nome de Levi tem um sol na frente; o de Sofia, uma estrela; e o de Giulia, uma lua.

 

Helena usou astros do sistema solar para representar os netos. (Foto: Arquivo Pessoal / Helena Faustino)

 

Questionada sobre o que irá fazer caso ganhe mais netos, Helena não hesita em responder. “Eu vou subir pelo braço ou então passar para o outro!”.

 

Da infância ao eterno

Dona Ivany tatuou um barquinho, brinquedo preferido dela e do neto na infância. (Foto: Arquivo Pessoal / Fernanda Parede)

 

Quando o estudante Gabriel Elias Parede propôs à sua avó Ivany Maria Airoldi Elias, então com 68 anos, fazer uma tatuagem com ele, a mulher surpreendeu ao não hesitar em aceitar o convite.

“Não tinha como eu recusar o pedido do meu amado neto! Eu e o Gabriel sempre tivemos uma amizade grandiosa. Sempre o cuidei e ainda cuido! Às vezes, devo até encher o saco do menino, mas é porque eu o amo. E essa tatuagem lembra da época em que brincávamos do que mais amávamos. Era lindo!”, declarou.

A ideia de tatuar um barquinho teve como base a infância que Gabriel teve com a avó em Araçatuba, no interior do estado de São Paulo. “Nós fazíamos vários barcos de papel e, em seguida, afundávamos todos. Era algo que achávamos realmente divertido e marcou muito a minha infância. Foi por isso que escolhemos esse desenho”, explica o estudante.

Gabriel: “Os barquinhos marcaram muito a minha infância. Foi por isso que escolhemos esse desenho”. (Foto: Arquivo pessoal / Fernanda Parede)

 

“Com certeza, esse desenho é mais que apenas uma tatuagem que vai marcar a nossa pele, e sim um elo que, além de me aproximar mais do meu neto, vai nos deixar unidos até a morte”, declarou emocionada Ivany, revelando, ainda, que o convite da tatuagem a dois foi feito durante uma conversa em um aplicativo de celular.

Gabriel e Ivany após sessão de tatuagem. (Foto: Arquivo pessoal / Fernanda Parede)

 

Com a colaboração do site Mundo das Tatuagens.

Bárbara Brambila

Escrito por: Bárbara Brambila

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