Roupinha azul, minha filha nasceu quebrando os padrões!

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Isis Souza
Mãe do Miguel 3, e da Olívia 6 meses

“Isso só mostra o quão importante é sair dos padrões da sociedade”

 

Roupinha azul, minha filha nasceu quebrando os padrões!

07.03.17 – Sou casada e mãe de dois filhos, o Miguel de quase 3 anos e também da Olívia, que logo completará 6 meses. Olívia saiu da maternidade com uma roupinha azul e isso foi motivo de muitos comentários negativos.

A saída de maternidade usada pela minha filha foi comprada pelo meu irmão gêmeo, Homero. Naquele dia eu estava entrando na 39º semana de gestação e acabei tendo muitas dores. Fui para a maternidade para que pudessem me examinar, mas não passou de um alarme falso. Fiquei um pouco preocupada com a situação e eu, sendo muito devota de Nossa Senhora Aparecida pedi um sinal de que tudo daria certo durante o parto.

Quando cheguei em casa recebi uma mensagem do meu irmão, ele havia me enviado uma foto, era a roupinha que ele havia comprado para Olívia, a famosa roupinha azul…  Azul é a cor do manto de Nossa Senhora Aparecida. Naquele momento me senti cuidada pelas mãos de Deus, ele havia me respondido.

Na mesma semana, a roupinha azul foi para o varal e as pessoas começaram a questionar o porque dessa “maldade”,  já que Olívia é menina. Percebi ali uma oportunidade de mostrar a todos que cor não tem gênero!

Olívia nasceu no dia 02.08.16 de parto normal. Até mesmo as médicas, enfermeiras e outros funcionários do hospital vieram ao quarto para vê-la usando a tal roupinha que virou assunto pelos corredores do hospital.

Sempre sou questionada por essa escolha que fiz. Mas, porque menina só pode usar rosa? Eu sempre gostei do inesperado, do impensável. Qualquer cor seria uma melhor opção do que rosa.

Decidi publicar minha história em um grupo de mães e recebi 7 mil curtidas além de muitos comentários positivos, mensagens de apoio e até mesmo pessoas que diziam que iriam fazer o mesmo. Isso só mostra o quão importante é sair dos padrões da sociedade e que muitas pessoas desejam o mesmo.

Devemos seguir nosso instinto de mãe e não ter medo de quem somos. Devemos mostrar para nossas meninas que elas podem e devem sair do padrão!

Roupinha azul, minha filha nasceu quebrando os padrões!

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