Quando vacinar e quando não vacinar

24.04.2013 – Muitos pais têm dúvidas quanto à vacinação dos filhos, principalmente quando a criança apresenta algum sintoma físico na época da vacinação. A dúvida é: Quando vacinar e quando não vacinar?

Quando vacinar e quando não vacinar

Na prática clínica, se percebe que muitas crianças deixam de ser vacinadas por uma série de motivos errôneos. São as chamadas falsas contraindicações, que, na verdade, representam oportunidades perdidas para a imunização e são responsáveis por atrasos no calendário vacinal.

“Febre baixa, resfriados, uso de antibiótico, ou convalecença de doenças agudas (mesmo quando ainda houver tosse ou coriza) não são motivos válidos para adiar a vacinação.”

Crianças desnutridas e crianças prematuras (desde que tenham mais de 2 kg) podem e devem receber as vacinas.

O fato de uma criança ser alérgica não contraindica a vacinação, a menos que haja história de alergia a algum componente da vacina em dose anterior.

Diante de diagnóstico prévio de uma doença, tal como a rubéola, principalmente quando não tiver sido confirmado com sorologia específica, não há qualquer impedimento para a vacinação.

Uso de corticóide oral em dose baixa e por menos de 14 dias ou uso de corticóide inalatório, mesmo que prolongado, também não são motivos para adiar a aplicação de qualquer vacina.

Crianças com doenças neurológicas estáveis ou história familiar de convulsão também podem ser vacinadas normalmente.

As verdadeiras contraindicações de vacinação

Entende-se por contraindicação verdadeira à vacinação uma proibição à utilização de determinada vacina. São elas:

1 – Imunodepressão: para todas as vacinas de vírus vivo atenuado ou bactérias vivas atenuadas. A situação mais comum é o uso de corticóide oral em dose alta por mais de 14 dias. A quimioterapia e a radioterapia, por causarem imunodepressão, também contraindicam a vacinação.

2 – Doença febril moderada ou grave: nesses casos, deve-se apenas postergar a vacinação para que os sinais e sintomas da doença não sejam confundidos com reações da vacina.

3 – Reação grave de hipersensibilidade a algum componente da vacina ou em alguma dose anterior. O componente das vacinas mais implicado nas reações graves é a proteína do ovo. As vacinas para febre amarela e influenza não devem ser utilizadas nos pacientes que manifestaram reação alérgica grave após ingestão de ovo.

4 – Gravidez: grávidas não devem receber vacinas com vírus (sarampo, rubéola, caxumba, varicela) ou bactérias atenuadas (BCG).

5- Encefalopatia (alteração patológica com sinais inflamatórios no cérebro) nos primeiros 7 dias após a vacina da coqueluche.

6- Crise convulsiva até 72h após a vacina tríplice bacteriana convencional (DPT).

Em caso de dúvidas, converse com seu médico, ele poderá orientar a melhor maneira de conduzir a vacinação para que a criança não fique desprotegida desnecessariamente.

Silvia Castilho

Escrito por: Silvia Castilho

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