Piscina, mar, rios… todo cuidado é pouco

17.10.2013 – O calor vem chegando e temos que tomar muito cuidado com piscinas, mares, rios, baldes, banheiras, cisternas… Como eu havia prometido na matéria 17 dicas de casa segura para as crianças, precisamos ficar atentos, muito atentos, pois basta um pequeníssimo descuido para que afogamentos aconteçam.

Cuidados com piscinas

Transcrevo abaixo as dicas do Conselho Científico de Segurança da Criança da Sociedade Brasileira de Pediatria:

1) A área de piscina deve estar cercada por uma grade de proteção de, no mínimo, 1,20m de altura, sendo trancada por portões automáticos (para que a criança não possa destravar essa porta de segurança)

2) Quando não estiver em uso, a piscina tem que ser coberta por uma estrutura de material resistente, que seja capaz de suportar um peso de, pelo menos, 120kg, para não ceder

3) O piso em volta da piscina tem que ser anti-derrapante para evitar quedas e escorregões

4) Piscinas plásticas, de uso doméstico, quando não estão em uso, devem ser guardadas sem água. Atenção, porque um acúmulo de 30cm de água é suficiente para afogar uma criança

5) Se a criança tiver menos de quatro anos, um adulto deve acompanhá-la. De preferência, ele deve estar dentro da água, ou, no mínimo, a criança deve estar ao alcance de seus braços. Esse adulto tem que estar lúcido, não pode estar embriagado, e tem que estar totalmente dedicado a cuidar dessa criança

6) É importante que na piscina tenha algum adulto capacitado para atendimento de primeiros socorros

7) O maquinário de manutenção e limpeza da piscina deve estar desligado enquanto as crianças estiverem na água

8) Sobre o uso de equipamentos de segurança: uma criança com menos quatro anos, deve sempre estar usando um colete salva-vidas de tamanho apropriado. A Sociedade Brasileira de Pediatria considera que o colete é melhor do que a boia de braço, pois essa pode ser facilmente retirada pelas crianças. Recomenda-se que as crianças com menos de quatro anos usem o colete mesmo que já tenham alguma noção de natação. Deve-se evitar também as boias “tipo pneu”, pois elas não garantem a flutuação e podem escorregar do corpo da criança

Segundo a ONG Criança Segura:

Dicas de Prevenção – Afogamento

No Brasil, afogamentos são a segunda causa de morte e a sétima de hospitalização, entre os acidentes, na faixa etária de 1 a 14 anos. Segundo o Ministério da Saúde, em 2010, 1.184 crianças de até 14 anos morreram vítimas de afogamentos, o que representa uma média diária de quase três óbitos. É importante salientar que os perigos não estão apenas nas águas abertas como mares, represas e rios. Para uma criança que está começando a andar, por exemplo, três dedos de água representam um grande risco. Assim elas podem se afogar em piscinas, cisternas e até em baldes, banheiras e vasos sanitários.

Outro fator que contribui para que o afogamento seja um dos acidentes mais letais para crianças e adolescentes é que o mesmo acontece de forma rápida e silenciosa. Vamos imaginar um banho de banheira de um bebê:

– Ao deixar a criança na banheira para pegar uma toalha: cerca de 10 segundos são suficientes para que a criança fique submersa

– Ao atender ao telefone: apenas dois minutos são suficientes para que a criança submersa na banheira perca a consciência

– Sair para atender a porta da frente: uma criança submersa na banheira ou na piscina entre quatro a seis minutos pode ficar com danos permanentes no cérebro

Como proteger a criança de um afogamento

Um adulto deve supervisionar de forma ativa e constante as crianças e adolescentes, onde houver água, mesmo que saibam nadar ou que os lugares sejam considerados rasos. Seguem algumas dicas para prevenir afogamentos com crianças:

– Esvazie baldes, banheiras e piscinas infantis depois do uso e guarde-os sempre virados para baixo e longe do alcance das crianças

– Mantenha baldes com água no alto, longe do alcance das crianças

– Conserve a tampa do vaso sanitário fechada, se possível lacrada com algum dispositivo de segurança “à prova de criança” ou mantenha a porta do banheiro trancada

– Mantenha cisternas, toneis, poços e outros reservatórios domésticos trancados ou com alguma proteção que não permita “mergulhos”

Piscina, mar, rios... todo cuidado é pouco– Piscinas devem ser protegidas com cercas de, no mínimo, 1,20m que não possam ser escaladas e portões com cadeados ou trava de segurança que dificultem o acesso dos pequenos

– Alarmes e capas de piscina garantem mais proteção, mas não eliminam o risco de acidentes. Esses recursos devem ser usados em conjunto com as cercas e a constante supervisão dos adultos

– Grande parte dos afogamentos com bebês acontece em banheiras. Na faixa etária até dois anos, até vasos sanitários e baldes podem ser perigosos. Nunca deixe as crianças, sem vigilância, próximas a pias, vasos sanitários, banheiras, baldes e recipientes com água

– Evite brinquedos e outros atrativos próximos à piscina e reservatórios de água

Saiba quais amigos ou vizinhos têm piscina em casa e quando levar a criança para visitá-los, certifique-se de que será supervisionada por um adulto enquanto brinca na água

– Boias e outros equipamentos infláveis passam uma falsa segurança. Eles podem estourar, virar a qualquer momento e ser levados pela correnteza. O ideal é que a criança use sempre um colete salva-vidas quando estiver em embarcações, próxima a rios, represas, mares, lagos e piscinas, e quando estiver praticando esportes aquáticos

– Crianças devem aprender a nadar com instrutores qualificados ou em escolas de natação especializadas. Se os pais ou responsáveis não sabem nadar, devem aprender também

– Muitos casos de afogamentos aconteceram com pessoas que achavam que sabiam nadar. Não superestime a habilidade de crianças e adolescentes

– No mar, a vala aparenta uma falsa calmaria, mas representa o local de maior correnteza que leva para o alto mar. Ensine a criança a nadar transversalmente à vala até conseguir escapar ou a pedir socorro imediatamente

– O rápido socorro é fundamental para o salvamento da criança que se afoga, pois a morte por asfixia pode ocorrer em apenas cinco minutos. Por isso, é tão importante que pais, responsáveis, educadores e outras pessoas que cuidam de crianças aprendam técnicas de primeiros socorros

– Tenha um telefone próximo à área de lazer e o número do atendimento de emergência (SAMU: 192 e Corpo de Bombeiros: 193)

Ensine a criança:

– Sempre nadar com um companheiro. Nadar sozinho é muito perigoso

– Respeitar as placas de proibição nas praias, os guarda-vidas e verificar as condições das águas abertas

– Não brincar de empurrar, dar “caldo” dentro da água ou simular que está se afogando

– Saber ligar para um número de emergência e passar as informações de localização e do que está acontecendo em caso de perigo

Saiba mais:

Algumas características do desenvolvimento contribuem para que crianças pequenas fiquem mais vulneráveis a afogamentos.

– Diferentemente dos adultos, as partes mais pesadas do corpo da criança pequena são a cabeça e os membros superiores. Por isso, elas perdem facilmente o equilíbrio ao se inclinarem para frente e consequentemente podem se afogar em baldes ou vasos sanitários

– O processo de afogamento é acelerado pela pequena massa corporal da criança

– As crianças não têm maturidade, nem experiência para sair de uma situação de emergência

– Boa parte das crianças que se afogam em piscinas está em casa sob o cuidado dos responsáveis. Um mero descuido basta para que um afogamento ocorra

Fonte: SBP notícias

 

Não deixe de anotar o telefone dos atendimentos de emergência:

SAMU: 192

Corpo de Bombeiros: 193

 

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Silvia Castilho

Escrito por: Silvia Castilho

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