Picada de escorpião, o que fazer?

10.12.2013 – Após a morte de uma menina de um ano, em Piracicaba, e de um menino de 5 anos, em Americana, por picada de escorpião, muitas mães têm se perguntado o que fazer frente a um acidente como esse e como evitá-lo.

Um bom predador do escorpião é a galinha (infelizmente a Galinha Pintadinha não resolve rsrs). Hoje são poucas as pessoas que conseguem criar galinhas em seus quintais, mas para aquelas que podem, fica a dica!

Quanto ao uso de inseticidas, hoje não há nenhum que comprove eficácia para matá-los. No entanto, os inseticidas matam outros animais que servem de alimento para os escorpiões (por exemplo, as baratas). Por isso, é comum aparecerem alguns escorpiões “perambulando” por aí após uma desinsetização, e procurando abrigo dentro das casas. Os escorpiões costumam viver em entulhos como restos de material de construção, madeiras empilhadas, lixões etc. Ao entrarem em casa, se escondem em toalhas de banho, sapatos, cantos e frestas. Enfim, para evitá-los devemos eliminar qualquer tipo de entulho do quintal, dentro de casa e na vizinhança (terrenos baldios oferecem grande risco).

Em adultos, a maioria dos acidentes cursa de forma benigna. A picada causa uma dor intensa (chegando a ser incapacitante) que, na maioria dos casos, pode ser tratada em qualquer instituição de saúde, não sendo necessário procurar o serviço de referência. Nesses casos, não há necessidade de soro e não há risco de morte.

Os acidentes em crianças são de maior risco

Por isso, é muito importante procurar o serviço de referência o quanto antes. Em Campinas e região, o hospital de referência no atendimento de acidentes por animais peçonhentos (venenosos) é a Unicamp, que conta com o CCI – Centro de Controle de Intoxicações. Lá, a criança será avaliada por profissionais especializados, que irão investigar a necessidade da administração do soro antiveneno.

Um sinalizador importante da picada é a dor. A picada causa muita dor e nem sempre é possível encontrar seu local, pois não há um ferimento evidente. Quando a criança apresentar apenas dor, sem nenhuma outra manifestação, é caracterizado um acidente leve, e provavelmente o hospital não irá administrar o soro. Além da dor, o acidente escorpiônico pode causar náuseas, vômitos, sudorese (suor excessivo), prostração (moleza), palidez e evoluir para outras complicações mais sérias. Frente a uma situação como essa, a criança deve ser levada com urgência para o hospital.

Note que, no início, os sintomas parecem muito com um quadro viral (náuseas, vômitos, moleza), mas se a criança estava bem e esses sintomas surgirem de repente, junto com choro forte (choro de dor), desconfie de acidente escorpiônico, principalmente se já tiver visto escorpiões em casa ou na região.

Caso encontre um escorpião próximo à criança mas ela estiver bem, sem choro e sem queixas, é sinal de que não foi picada. Nesse caso, não perca tempo usando inseticida para matar o escorpião (não dá certo). Dê umas boas chineladas no bicho inoportuno.

Em casos de emergência

Levar para o atendimento de referência de acidentes por animais peçonhentos (venenosos) em Campinas e região:

Unicamp

CCI – Centro de Controle de Intoxicações

Endereço: R. Vital Brasil, 251, Cidade Universitária Zeferino Vaz, Campinas – SP, 13083-888

Telefones do CCI: (19) 3521 6700 – 3521 7555 (atendimento 24h, 7 dias da semana)

Obs.: o hospital fica dentro do Campus da Unicamp. Entrando no Campus, há placas sinalizando “área da saúde” e “hospital”, então é mais fácil localizar por placas do que pelo nome da rua. O atendimento é na Unidade de Emergência Referenciada – UER (antigo Pronto Socorro-PS, – é a mesma coisa, só mudou o nome). A equipe do CCI está locada lá dentro e é chamada quando chegam casos de intoxicação.

 

Selo Profissional-4

Lu

Luciane Cristina Rodrigues Fernandes

– Enfermeira graduada pela Unicamp

– Especialista em Toxicologia Clínica pela Unicamp

– Integrante da Equipe de Atendimento do Centro de Controle de Intoxicações da Faculdade de Ciências Médicas – FCM / Unicamp

– É Mãe Amiga e mãe do João (2 anos e 4 meses) e do Davi (45 dias)

 

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