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Meu filho levou uma picada de cobra

 

Denise Rossi
Mãe do Pedro, que levou a picada de cobra (7) e do Bruno (5)

“Foi quando ele pisou em um monte de folhas secas e levou uma picada de cobra.”

 

04/12/2017 – Gostaria de compartilhar minha experiência com vocês, apesar de ter passado por dias angustiantes. Acho que vocês conhecem aquele velho ditado: “É melhor pecarmos por excesso do que por falta”. Eu acho que depois do dia que meu filho levou uma picada de cobra, vou pecar sempre pelo excesso.

Meu filho levou uma picada de cobra

Acordamos muito cedo naquele sábado de 14 de outubro de 2017. Todos nós estávamos felizes porque íamos passar um dia diferente em meio a natureza.

Programamos todo o roteiro do dia:

Durante a manhã, uma caminhada na trilha até a cachoeira, depois um longo e saboroso picnic, enquanto as crianças brincavam pelo parque e os adultos jogavam conversa fora com os amigos. E na volta, quem sabe uma pizzaria para finalizar o dia?!?!

Fomos ao parque do Cabuçu na Serra da Cantareira em São Paulo. Eu, meu marido, meus dois filhos (Pedro de 7 anos e Bruno de 5 anos) e mais um casal de amigos com seu filho de 6 anos.

Fomos a convite desse casal de amigos nossos, mas ninguém conhecia esse lugar ainda. Chegamos ao Parque por volta da 10:30 da manhã e o clima estava perfeito para uma caminhada. Caminhamos por 1h até a cachoeira, e quando chegamos lá, as crianças se divertiram um monte. Era uma cachoeira pequena, mas bem agradável para refrescar e curtir a manhã do nosso passeio.

Quando começou a bater aquela fominha, resolvemos voltar. Caminhamos por mais 1h e meia. Fiquei espantada com o pique da criançada…muito mais folego do que nós adultos, rsrs.

Chegando perto da área de picnic, meu marido parou e foi mostrar um esquilo em uma árvore para o Bruno, meu filho menor. O Pedro, que estava bem à frente, resolveu voltar para ver o pequeno esquilo também. Foi quando ele pisou em um monte de folhas secas e levou uma picada de cobra, começando assim, a tortura do nosso dia.

Debaixo daquelas folhas secas havia uma cobra Jararaca escondida de mais ou menos 1 metro e meio. Meu marido viu e começou a gritar “ Olha a cobra, a cobra….” e empurrou as três crianças para a longe. Após alguns metros de distância da cobra, o meu filho Pedro, o maior, comentou que ele havia levado uma picada de cobra. Foi o maior susto das nossas vidas, e quando olhamos para o tornozelo dele, vimos todo aquele sangue. Esticamos sua perninha, jogamos bastante água e logo apareceu a marca das duas presas da picada de cobra.

Nosso amigo saiu correndo para chamar o socorro, e a segurança do Parque chegou com o carro após 15 minutos de espera. Deixei meu filho menor no Parque com o nosso casal de amigos, e eu e meu marido fomos ás pressas levar o Pedro para o hospital mais próximo. Foram cerca de 30 minutos até chegarmos no Hospital de Guarulhos HM1.

O Pedro foi atendido rapidamente, e nesse período, ele já estava gritando de dor. Como não tínhamos foto da cobra, e muito menos ela em mãos, foi necessário fazer um exame de sangue para comprovar o tipo de cobra que o havia picado e a quantidade de veneno que ela tinha inserido no meu filho.

Pelo peso do Pedro haviam calculado 3 ampolas de soro antiofídico, mas quando chegou o resultado do exame, foi necessário dar a ele 8 ampolas de soro. Muito veneno no sangue dele. Após 1 hora e meia da picada de cobra, o Pedro começou a receber o soro. Eu nunca passei por uma aflição tão grande na minha vida!! Ficar vendo a perninha dele inchar, ficar roxa, ele gritando de dor e não poder fazer nada… somente muita oração à Deus pedindo sua proteção.

O Pedro foi transferido, em seguida, para o Hospital da Criança e lá ficou por 2 dias na UTI em observação. O meu marido ficou com ele nesse período, e eu voltei para nossa casa, em Campinas, com o meu filho menor. No terceiro dia Pedro foi transferido para o quarto e eu fui ficar com ele no Hospital por mais dois dias, quando finalmente ele teve alta.

Levamos nosso filho para se recuperar em casa e foi uma felicidade sem tamanho!!! Meu Deus, que alívio!

Ele ficou sem conseguir colocar o pé no chão por uns 10 dias, e a perna desinchou completamente após 15 dias de repouso.

Agora vocês me entendem quando eu digo que a partir desse dia eu vou pecar por excesso?

Não quero que ninguém vire uma neurótica e não leve nunca mais seus filhos para um passeio em meio a natureza. Não é isso!!! Mas sim para pensar que estamos sujeitos a tudo, e pesquisar muito bem o lugar antes (seja ele qual for) é fundamental! No nosso caso, o que era pra ser um dia perfeito, de repente, se transformou em quase uma tragédia.

Hoje tudo voltou ao normal, e Pedro não teve nenhuma sequela, graças a Deus!

 

Meu filho levou uma picada de cobra

Picada de Cobra – O que fazer?

Primeiros socorros: 

– Lavar o local da picada apenas com água, sabão ou soro fisiológico.

– Manter o paciente deitado e o mais calmo possível, pois ficar agitado faz com que o sangue se espalhe mais rápido, e consequentemente, o veneno também.

– Manter o paciente hidratado, dando pequenos goles de água à ele.

– Procurar o serviço médico o mais rápido possível.

– Se possível, levar o animal para identificação (morto ou vivo). Se não for possível tente filma-lo ou fotografa-lo. A identificação do animal, por uma pessoa capacitada, ajuda a descobrir qual soro o paciente deverá receber, já que cada cobra precisa de um soro diferente.

O que NÃO FAZER em um atendimento de Primeiros Socorros:

– Não faça sucção do veneno, porque isso é mito.

– Não faça torniquete ou garrote.

– Não corte o local da picada.

– Não coloquer folhas, pó de café ou outros contaminantes na ferida.

– Não ofereça bebidas alcoólicas à vítima.

– Não dê qualquer medicamento à vítima.

Procure um hospital!

O mais importante, em qualquer situação de picada de animais peçonhentos, é deslocar a vítima o mais rápido possível para o hospital, para que ela possa receber o soro adequado de acordo com o tipo de peçonha da cobra.

Fonte: Fui acampar. Clique aqui para ler mais.

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