Perdemos nosso filho na praia!

selo materia mae amiga

 

Flavia Brizolla
Mãe da Karina (7) e do Samuel (10)

“A sensação é horrível pois na hora só passa coisas terríveis na cabeça.”

 

Perdemos nosso filho na praia!

Viajamos para Ubatuba para curtimos nossas férias na praia, mas vivemos também um dos piores pesadelos de qualquer pai e mãe: perdemos nosso filho na praia!

Como chegamos próximo ao meio dia, a praia estava lotada. As crianças estavam ansiosas em aproveitar o mar e ficamos o tempo todo de olho neles, pedimos para que ficassem sempre próximos a nós. Em um determinado momento, o Samuel e a Karina estavam fazendo castelos de areia e ele foi buscar água no mar. Eu falei para ele esperar que íamos juntos, mas Samuel disse que ia rapidinho e voltava logo. Como estávamos próximo ao mar, deixei.

Nós estávamos com um casal de amigos e eu estava conversando com eles quando de repente me dei conta que o Samuel não havia voltado. Isso já fazia uns 5, 10 minutos. Não consigo mensurar o tempo, mas comecei a procura-lo, desesperada. Meu marido, que havia saído para caminhar estava voltando e começou a procurar na água.

A sensação é horrível pois na hora só passa coisas terríveis na cabeça. Eu pensava que ele poderia ter se afogado, nos desobedecido e ido nadar sozinho, ou alguém ter pego ele… sei lá. Foi horrível! Parecia que tinha levado um soco no estômago.

Corri para um salva vidas que avistei, e em prantos disse que tinha perdido meu filho. Ele começou a me perguntar as características do Samuel, o que estava vestindo (que por milagre me lembrava rs) até que então, uma moça passava que passava por perto viu meu desespero e disse que tinham achado um menino perdido que tinha sido levado ao quartel dos bombeiros na praia.

Corremos para lá e o Samuel estava lá mesmo. Quando nos viu, começou a chorar e nos abraçar. Disse que foi buscar água e foi na direção contrária a que estávamos. Começou a nos procurar e como não achava, procurou um salva vidas perto.

Graças a Deus, o nosso final foi feliz mas não desejo isso para ninguém. Tiramos importantes lições desse incidente:

1. Nunca, em hipótese alguma, deixar as crianças irem sozinha em qualquer lugar na praia;

2. Oriente as crianças que ao se perderem, procurem por um policial, um salva vidas para pedir ajuda (no dia seguinte, a primeira coisa que fizemos foi mostrar para a Karina e Samuel onde estavam os salva vidas);

3. Colocar as pulseirinhas de identificação dadas pelos salva vidas na praia (é só pedir para eles).

Espero que nossa experiência ajude a todos!

 

 

* O programa Encontro com Fátima Bernardes abordou que na Argentina, quando uma criança se perde na praia, ela é colocada no ombro de um adulto (para que fique alta e os pais consigam ver) e todos ao redor começam a bater palmas. Desta forma, os pais que estão procurando pelo filho, sabem que no meio daquelas palmas existe uma criança perdida. A ideia é que essa atitude possa acontecer em todas as praias do mundo. Fica como sugestão!

Perdemos nosso filho na praia!

 

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