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O sono do bebê

13.06.2013 – O sono do bebê. Quando a menina brinca com suas bonecas, vestindo-as, carregando-as no colo, dando a elas a mamadeirinha, está começando a exercitar a sua maternidade. Se surge atividade mais interessante ou ela se cansa, deixa de lado as bonequinhas e elas não reclamam.

O sono do bebêPassam-se os anos e essa menina se torna mulher e, um belo dia, se torna mãe. Ela sabe que um bebê exige cuidados, mas as referências profundas, as fantasias de como cuidar de um bebê, são aquelas vividas na infância. Então, a expectativa é de que o bebê mame e durma, como faziam suas bonequinhas. Mas o bebê chora, o bebê dorme e acorda. Este reclama e a menina/mãe tem que reformular-se e cuidar de um bebê vivo, a duras penas, abandonando o bebê idealizado, a bonequinha que não reclama, e lidar com o bebê real.

Dentro do seu bercinho aquático, o ventre da mãe, o bebê dorme. Então dormir, não é uma novidade. Mas, onde ele estava não havia horário para dormir, até porque isso supõe uma organização temporal que não está ao alcance do bebê, e ele vai ser submetido a um sistema em que suas necessidades têm horário para serem atendidas: vai comer porque está na hora, vai dormir porque está na hora. Aliás, o único “bicho” que come porque está na hora e não porque está com fome ou dorme porque está na hora e não porque está com sono, é o homem. Isso é uma novidade para o bebê e novidades exigem adaptação. E adaptação toma tempo e paciência.

Os bebês são diferentes. Uns são mais calminhos, “bonzinhos”, outros mais agitados, irritados, é do jeitão deles. Mas todos eles sofrem, é muita novidade para lidar dentro e fora de sua cabecinha. Os mais agitados têm mais dificuldade, precisam de mais ajuda. Fome é novidade, não havia isso dentro da mãe, sua necessidade nutricional era regulada automaticamente. Só que, essa novidade assalta o bebê e ele não sabe do que se trata, fica aterrorizado. A fome pode surgir durante o sono e isso pode ser representado na mente como algo que morde. Não dizemos que temos um buraco no estômago quando estamos com fome? E o bebê acorda chorando desesperado.

É preciso que venha a mamãe apaziguá-lo porque ele está com fome e precisa do leite, mas também precisa do colo e do calor da mãe que o ajudem a lembrar dos tempos calmos em que estava dentro dela para se tranquilizar.

Mas não é só a fome que aterroriza o bebê, há a sensação de cair sem fim, a sensação de despedaçamento, a sensação de não existência.

Com esse tumulto interno, não dá para conciliar o sono, então o bebê chama por socorro: “Mamãe!” E a mamãe extenuada, deita ao lado do bebê ou traz o bebê para a cama do casal ou exporta o pai e coloca o bebê no lugar dele. E aí, o bebê triunfa tendo a mamãe só para ele, mas expulsa o papai e a confusão se instala.

Digo de coração, uma das coisas mais difíceis da vida é educar e criar filhos. Não tem bula, não tem receita, é ensaio e erro e, por sorte, acerto também. Cada bebê é único, a conduta tem que ser personalizada. O que serve para um, não serve para o outro, mesmo se tratando de irmãos. Por isso, não existe marinheiro de segunda viagem, sempre é a primeira. Fórmulas feitas não servem, em cada situação, é preciso descobrir a melhor maneira de lidar.

Então, o que fazer quando o bebê tem dificuldade para conciliar o sono?

Nunca pode ir para a cama dos pais? Vamos dar a ele uma cama de casal para aumentar o espaço quando os pais são chamados à noite? Sempre levar para a cama do casal? Atendê-lo no seu bercinho?

É preciso pensar em cada situação e, sempre que possível, usar o bom senso e o amor de pais como fonte de orientação. Também ajuda observar e conversar com o bebê. Ele tem condições especiais de captar o que lhe é dito e, muitas vezes, responde do jeito dele. As mães sabem do que estou falando.

As mudanças suscitadas pela presença de um bebê na família são radicais e muito trabalhosas, por isso é preciso que as mães aceitem ajuda e descansem fazendo algo bom para elas: dormir, dar uma volta no shopping, uma sauna, uma massagem, uma saída com o papai… Aí, ao voltarem, terão um novo gás para continuar a difícil tarefa de ser mãe. Mãe repousada e satisfeita é mais criativa, pensa melhor. “Desdobrar fibra por fibra o coração”, deixa a mãe sem coração.

 

Autora: Nurymar Benetti

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