Meu filho não come!

06.05.2013

 

“Meu filho não come!”

Esta é uma das queixas mais comuns das mães. Muitas vezes, procuram os consultórios médicos desesperadas, após terem feito diversas tentativas de abrir o apetite da criança, sem sucesso.

O fato é que a recusa alimentar é muito comum na infância e, na maioria das vezes, trata-se de um problema comportamental em relação à oferta de alimentos, sem que exista uma doença verdadeira. De qualquer modo, essa situação sempre leva a uma angústia materna e gera ansiedade, sendo necessária uma avaliação médica para uma investigação e orientação adequada.

Três situações devem ser avaliadas:

1ª situação: Está ocorrendo uma variação normal do apetite, de acordo com a fase de desenvolvimento em que a criança se encontra. Isto pode ocorrer na fase de erupção dentária, na transição alimentar para papas salgadas, durante a exploração do ambiente e conforme a criança vai se tornando mais independente e expressando suas vontades.

2ª situação: O padrão de ingestão da criança não corresponde às expectativas dos pais. Outra possibilidade muito comum é o erro na oferta de alimentos.

Erros alimentares mais comuns:

Excesso de oferta de leite: lactentes mamam muitas vezes e perdem o apetite para as refeições principais ou as substitui por leite.

Excesso de oferta de guloseimas: crianças costumam ficar diante da TV comendo salgadinhos, biscoitos, sucos e refrigerantes e não sentem fome na hora das refeições.

O que fazer?

É necessário ter disciplina e organização na alimentação dos filhos, sempre com um adulto supervisionando o que comem. Deve-se impor regras e limites, determinando horários rígidos para lanches e refeições, com intervalos de 3 horas entre eles. Nestes intervalos, a criança deve ingerir apenas água.

3ª situação: A criança está realmente sem apetite (inclusive para alimentos saborosos). Neste caso, existe um comprometimento real do apetite e este sintoma deve ser investigado para determinar sua causa.

Causas comuns de falta de apetite de origem orgânica:

– Estomatites

– Infecções respiratórias agudas

– Erupções dentárias

Geralmente a criança até perde peso durante o processo agudo, mas volta a se alimentar e a recuperar o peso com a resolução do processo.

Quando se preocupar?

Quando a família observa que a perda do apetite é real e a criança está perdendo peso, um médico deve ser procurado. Existem várias doenças que podem cursar com perda de peso. Cada caso poderá ser investigado através de exames clínicos e laboratoriais, solicitados de forma individualizada.

Conclusão

Na primeira e segunda situações, geralmente a criança apresenta um bom ganho de peso e altura, estando saudável. Existem gráficos de crescimento estabelecidos que servem de padrão para avaliar a velocidade de crescimento da criança. Quando esta encontra-se normal, o que é a maioria dos casos, não existe uma doença orgânica. Pequenos ajustes na oferta de alimentos podem melhorar o apetite, sem que haja motivo para preocupações.

 

Priscila Panzarella

Escrito por: Priscila Panzarella

Confira os 17 posts publicados pela Priscila Panzarella

Veja Também