Mãe pediatra também sofre – Sou Mãe Amiga

Mãe pediatra também sofre

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Paolla Limy Alberton

Mãe da Denise (5 anos) e da Isabella (1 ano)

♥ “Mas quando ouvi da boca dela “a Isabella tem alergia à proteína do leite de vaca e alergia à látex”, meu mundo ruiu.”

 

 

17.07.2015- Desde que me tornei mãe, muitas pessoas me perguntam se é mais fácil lidar com os assuntos relacionados à saúde das minhas filhas. Inclusive, muitas comentam que queriam ser como eu, ter o conhecimento que tenho em pediatria, para não se desesperar com uma febre, com um resfriado, com um tombo.

Mãe pediatra também sofre

Saber o que está acontecendo (e o que fazer) facilita? Bom, em alguns casos, facilita sim. Sei lidar com uma febre, com um resfriado, sei reconhecer quando consigo lidar sozinha com a doença e quando preciso correr ao PS ou pedir ajuda aos pediatras das meninas. Sim, as meninas passam em pediatras em sua rotina. Costumo dizer que é porque eu tenho o direito de ser mãe também.

Mãe pediatra também sofre

Por isso, quando a Isa teve a suspeita de alergia à proteína do leite de vaca (APLV), eu sabia exatamente o que fazer e o que ia acontecer com ela e comigo, pois ainda amamentava. Procurei uma médica que havia sido minha professora na faculdade e na residência, justamente por confiar muito nela.

Eu sabia qual era o diagnóstico e sabia que não havia nada ao meu alcance que eu poderia fazer para abreviar a doença. Mas quando ouvi da boca dela “a Isabella tem alergia à proteína do leite de vaca e alergia à látex”, meu mundo ruiu.

Não conseguia mais sentir o chão sob os meus pés. Sabia que não era uma doença com alta mortalidade, como muitas que existem, mas sabia que, com o passar do tempo, exigiria sua dose de sacrifício.

Quando ouvi o pediatra do pronto ­socorro dizer, alguns meses depois, que era melhor internar a Isa porque estava com bronquiolite, também sabia que era necessário e que não retornaria para casa antes de 1 semana, por causa da história natural da doença. Mas também não havia muito o que eu pudesse fazer (exceto ficar rezando pra saturação subir enquanto passava a goleada da Alemanha na TV).

10502199_10203796219966604_6435824284514566333_nE também não houve muito o que o conhecimento em pediatria pudesse fazer, quando a Isa teve uma pneumonia dois meses depois da bronquiolite (claro, trabalhar no SUS de Paulínia ajudou no fato de que eu fazia inalações com oxigênio várias vezes ao dia em diversas UBS).

As vezes que o conhecimento adquirido nos anos de faculdade e residência me ajudou no trato com as meninas foram justamente nas quais tive que tomar decisões muito importantes: no dia em que decidi que era hora de parar e me dedicar somente à família e no dia em que decidi que era hora de voltar ao mercado de trabalho.

E hoje trabalho em ritmo bem reduzido, quando comparado à loucura que foram meus primeiros anos após a formatura, e tenho meu tempo para cuidar e curtir as meninas, saudáveis e lindas.

Mãe pediatra também sofre

 

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