Pesquisa revela impacto da tecnologia nas crianças

06.02.2014 – Recentemente, fizemos uma matéria falando sobre a segurança de crianças e jovens na internet. Hoje, vamos divulgar os dados da pesquisa chamada “Digital Diaries”, realizada pela AVG desde 2010, quando mães de diversos países foram questionadas pela primeira vez sobre o impacto da tecnologia nas crianças, suas casas e famílias. A partir daí, foi possível traçar um panorama de como as crianças utilizam dispositivos tecnológicos e a internet.

Metodologia:

Um questionário on-line com 5.423 pais foi realizado no Reino Unido, Estados Unidos, França, Alemanha, Espanha, República Tcheca, Austrália, Brasil, Canadá e Nova Zelândia. O questionário foi criado utilizando a ferramenta Research Now e o trabalho de campo foi realizado entre novembro e dezembro de 2013.

A amostra brasileira foi feita em todas as regiões do País e incluiu 400 mães respondendo sobre seus filhos. Todas as entrevistadas tinham pelo menos um dispositivo de acesso à internet, seja smartphone, tablet ou computador.

Com 59% das entrevistadas afirmando possuir três ou mais dispositivos conectados à internet, não é de se surpreender que as crianças tenham habilidades digitais bastante desenvolvidas desde muito cedo.

“Essa pesquisa nos mostra que, saber utilizar a tecnologia hoje é quase como respirar, uma obrigação. O desafio que os pais enfrentam agora, diante de questões como segurança e privacidade, é entender como educar e preparar as crianças nesse universo digital”, declara Dr. Chris Brauer, diretor de Inovação do Instituto de Estudos de Gestão de Goldsmiths, da Universidade de Londres. “Gostando disso ou não, os pais possuem a enorme responsabilidade de educar seus filhos para que façam um uso produtivo e responsável das tecnologias digitais. Os dados da pesquisa mostram a necessidade de ampliar o debate sobre privacidade e segurança nos lares conectados, mas também a necessidade de promover um estilo de vida mais equilibrado no que diz respeito ao uso da tecnologia e o incentivo a atividades offline”.

Veja alguns dos índices mais relevantes dessa pesquisa e o impacto da tecnologia nas crianças:

0-2 anos – O compartilhamento triunfa sobre a privacidade

Pesquisa revela impacto da tecnologia nas criançasApesar do constante debate público a respeito da privacidade on-line, muitos pais estão criando uma vida digital para seus filhos antes mesmo que eles possam andar, falar ou mesmo antes de terem nascido.

– Os dados globais apontam que 81% das mães já postaram fotos de seus filhos na internet. No Brasil, 94% das mães já admitiram a prática, e a maior parte das fotos foram postadas antes do bebê completar um ano de idade.

– As fotos de recém-nascidos são as mais publicadas, com 30% das postagens. No entanto, os pais brasileiros são os que menos simpatizam com esse tipo de postagem, praticada por apenas 12% das pesquisadas.

– 8% das pesquisadas disseram ter criado contas de e-mail para seus bebês. No Brasil, esse número chega a 14%.

– 6% das mães criaram perfis em redes sociais para seus bebês. No Brasil, esse índice chega a 12%.

– O termo em inglês ‘Sharenting’ (ou compartilhamento paterno, em uma tradução livre) se refere ao hábito dos pais tornarem público, por meio da internet, as etapas de desenvolvimento de seus filhos. Grande parte das mães disse que esse hábito se deve à vontade de compartilhar esses momentos com familiares e amigos (80%) – por outro lado, 25% afirmaram fazê-lo para mostrar um dia essa evolução aos próprios filhos.

3-5 anos – Mais habilidosos no tablet do que na rua?

Pesquisa revela impacto da tecnologia nas criançasAo olhar para uma geração de crianças incrivelmente imersas no mundo digital desde o seu nascimento, o estudo demonstra que grande parte das habilidades digitais está sendo conquistada e aprendida antes de atividades – antes consideradas básicas – do ‘mundo real’.

– A pesquisa demonstrou que 57% das crianças sabe operar pelo menos um aplicativo de smartphone ou tablet – um aumento de 38% desde que a mesma pergunta foi feita na primeira pesquisa da série, quatro anos atrás;

– 62% das crianças sabem ligar um PC (no Brasil, 76%), mas só 42% sabem o endereço de casa (no Brasil, só 31%);

– 66% sabem operar jogos de computador (no Brasil, 73%), mas só 14% sabem como amarrar os sapatos (no Brasil, 25%);

– 57% sabem utilizar pelo menos 1 aplicativo de smartphone (no Brasil, 47%), mas apenas 25% sabem o que fazer em uma emergência (no Brasil, 14%);

– Dentre os países pesquisados, os que apresentam maiores índices de desenvolvimento de habilidades tecnológicas são Brasil, EUA, Reino Unido e República Tcheca.

6-9 anos – Conflitos entre o mundo Real e o Virtual

Na faixa etária entre 6 e 9 anos, a internet parece estar profundamente presente na vida social das crianças, o que gera novas responsabilidades para os pais.

Pesquisa revela impacto da tecnologia nas crianças– 89% das crianças dessa idade usam a internet, no Brasil esse índice chega a 97%, sendo o mais alto entre todos os países pesquisados;

– 46% brincam em redes sociais focadas em crianças como a Webkinz ou o Club Penguin, mas 16% estão no Facebook (no Brasil, o número de crianças que possuem perfil no Facebook é de 54%, mesmo com a determinação de idade mínima de 13 anos estabelecida por essa rede social);

– Menos de 10% das mães acreditam que as brincadeiras nesse ‘playgrounds digital’ podem prejudicar as habilidades sociais de seus filhos, mas quase 19% temem que seus filhos estejam sujeitos a comportamentos agressivos ou ao ciberbullyng.

 

“As crianças hoje são apresentadas ao mundo pelas redes sociais e, com apenas alguns meses de idade, são muitas vezes “acalmadas” com o uso de dispositivos como tablets e smartphones. Podemos dizer que elas estão, literalmente, aprendendo sobre a vida por uma tela. Mas quanto tempo os pais gastam para pensar seriamente sobre as implicações de criar seus filhos no mundo conectado de hoje? Já há indícios de que alguns comportamentos indesejáveis podem levar ao ciberbullying na infância, e a passagem das crianças de redes virtuais especializadas para uma rede muito mais aberta, como o Facebook é maciça”, explica Mariano Sumrell, diretor de Marketing da AVG Brasil.

“Os pais não podem ser complacentes ou excessivamente permissivos, pois crianças desta idade não estão emocionalmente preparadas para lidar com todas as experiências on-line. Pais que oferecem e permitem o uso de dispositivos conectados – o que inclui celulares, tablets, videogames – devem ser também responsáveis por garantir a segurança e a privacidade de seus filhos”, afirma Tony Anscombe, Evangelista de Segurança da AVG Technologies.

 

*Imagem de capa: Mums in the know

 

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