Homeschooling: Escola dentro de casa

homeschooling: escola dentro de casa

Selo Profissional-4

Escrito por: Pamela Greco

Especialidade: Pedagoga

 

 

25.03.2015 – Nós carregamos nosso filho no ventre – ou nos sonhos – e quando nasce, a gente se transforma, ama, se doa, alimenta, troca fralda, acolhe o choro, ama mais um pouco, embala, e por aí vai. E entre uma coisa e outra, de repente a gente tem que – ou acha melhor – colocar na escolinha. E aí, nós, mães, somos levadas por uma enxurrada de informações sobre linhas pedagógicas, mensalidades, estruturas e várias dicas de “como escolher a escola para meu filho”. Mas hoje eu estou aqui para contar a história de pais que se perguntaram: “Será que eu devo colocar meu filho na escola?”. É o caso do homeschooling: escola dentro de casa.

Talvez você já tenha ouvido falar sobre homeschooling – “educação domiciliar” como é conhecido no Brasil – ou ainda sobre “desescolarização”, que estourou nas mídias sociais há pouco tempo através de um vídeo da Ana Thomaz , mãe que fez essa opção e decidiu narrar sua experiência.

Homeschooling: escola dentro de casa

O que é o Homeschooling? 

O Homeschooling é uma modalidade de educação na qual a família opta por não enviar o filho à uma instituição de ensino, mas educá-lo no meio familiar ou da comunidade. Nesse sentido, a desescolarização (ou “unschooling” como é conhecida no mundo todo) seria a transição de crianças que frequentavam a escola, saem e passam para o homeschooling.

No Brasil, a prática não é regulamentada, mas também não há menção sobre essa modalidade na constituição. Só isso já basta para que haja uma lacuna que permita que a opção seja feita sem ferir nenhuma lei. Atualmente, existe a ANED (Associação Nacional de Educação Familiar – que luta pelo reconhecimento desse direito.

O Homeschooling serve pra minha família?homeschooling: escola dentro de casa

Em primeiro lugar, é preciso ressaltar que esse tipo de educação pode assumir diversos formatos: os pais ou responsáveis podem optar por contratar um pedagogo/tutor responsável, contar com ajuda de comunidades de aprendizagem ou ainda podem optar por, eles mesmos, assumirem o ensino. Os momentos educativos podem acontecer em espaços diversos, tais como: na sala de casa, no parque, no observatório da cidade, em uma biblioteca ou, de preferência, em todos esses lugares.

Em qualquer uma das formas citadas, a escolha exige mais participação e acompanhamento dos pais. É preciso ter disponibilidade e vontade de fazer parte de um processo educativo diferenciado, sendo também uma jornada de autoconhecimento para os pais e de conexão com o desenvolvimento global dos filhos.

Significa entender os interesses do seu filho e o que o mobiliza. Também significa organizar a agenda de estudos dele (com ele), procurar cursos que estão acontecendo pela cidade e que lhe chamem atenção (liderança, comunicação, astronomia, feira de ciências teen, oficina de teatro, oficina de música, dança, olimpíadas de matemática e por aí vai), excursões e comunidades de aprendizagem. Também significa ampliar a educação dele, leva-lo pra conhecer as profissões que lhe interessam, deixá-lo acompanhar um dia da rotina daquele trabalho, deixá-lo se envolver em atividades filantrópicas e integrá-lo a um grupo (clube, clube do livro, contadores de histórias e etc) para socialização.

No começo você provavelmente terá que acompanhá-lo, mas logo verá que ele mesmo se mobiliza, procura atividades e faz acontecer (isso é autonomia desenvolvida com segurança). Cada vez precisará de você menos para se organizar e procurar novos cursos e interesses. Tudo isso é possibilitado pelo homeschooling: escola dentro de casa.

Não é mais prático e nem tampouco menos trabalhoso do que deixá-lo na escola todos os dias.  Aliás, é importante lembrar que a maioria das famílias que opta pelo homeschooling já está insatisfeita com o modelo escolar, antes de tudo.

Mas por que alguém tiraria o filho da escola?

O fator mais relevante é que a maioria de nossas escolas tem sido mais podadora do que potencializadora das capacidades de nossos filhos, por algumas razões:homeschooling: escola dentro de casa

Uma delas é que esse sistema tem ensinado de forma mecânica, por memorização (ou “decoreba”), sem estimular de fato a criatividade e o pensamento crítico. O raciocínio, as hipóteses e a construção do conhecimento foram trocados por textos de livros didáticos.

A segunda razão é que a escola está presa a um currículo igual e pouco expansivo, que não permite erros. Todos aprendem as mesmas coisas há muito tempo, do mesmo jeito e nem sempre isso funciona ou é adequado. E se nossos filhos não aprendem no ritmo dos outros perdem “o ano” (e provavelmente a autoconfiança).

Isso não significa que a escola seja só alvo de críticas, mas são esses fatores que levam muitos pais a optarem pelo homeschooling.

Vantagens do homeschooling:

– Pode ser mais expansivo que a escola; Você molda o currículo.
– Respeita o tempo e interesses do seu filho;
– Ensina autonomia e proatividade
– Gera autoconfiança
– Zela pra que ele adquira conhecimentos cujos motivos estão além de “ir bem na prova”;
– Integra várias áreas de conhecimento;

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Pra finalizar:

Há pais e professores que, detectando todas as falhas do sistema educativo, decidiram lutar pela melhoria das escolas. Há escolas que se repensaram e deixaram de ser escolas para serem “Comunidades de aprendizagem” e há famílias que escolheram a educação domiciliar.

Uma coisa é certa: O desenvolvimento pleno de nossos filhos exige profissionais qualificados, em uma estrutura que lhes permita ter várias experiências, ao ar livre e na relação com outros. A decisão, é claro, é sua.

Para saber mais sobre como o homeschooling: escola dentro de casa é discutido no Brasil clique aqui. 

 

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