UNIVERSO POLYANA: A despedida da chupeta

28.03.2014 – Foram 3 anos chupando chupeta… não me arrependo de um dia tê-la oferecido para o Miguel e, se precisar, vou oferecer novamente para meu pitoquinho que está a caminho. Hoje, o que eu vim contar para vocês foi como tiramos a chupeta e como tem sido esses últimos 90 dias sem a “pepetinha”!

A noite de Natal de 2013 teve um gostinho diferente. Miguel iria entregar as chupetas para o Papai Noel. E, de repente, passou um filme na minha cabeça. Me lembrei de quando ofereci a chupeta, com funchicória ainda, e ele sugou, sugou e sugou. Miguel tinha menos de 30 dias, e eu chorei. Me perguntava o tempo todo se era a melhor coisa a se fazer! Mãe de primeira viagem com medo das decisões maternas. Mas, com o tempo, consegui oferecer apenas na hora de dormir, e ele entendeu direitinho. É impressionante como eles aprendem rápido, basta ter paciência e persistência.

Três anos se passaram e confesso que a chupeta me ajudou em muitos momentos. Ela fez parte da nossa história de maneira positiva. Claro que tiveram os momentos chatos… rs. Como odiava acordar de madrugada para colocar a chupeta na boca do Miguel! Sim, eles choram porque a bendita cai e, como não sabem pegá-la ainda, choram! Quantas noites levantei e quantas noites me irritei por isso. Mas um dia, de repente, ele aprendeu a pegá-la. #alívio

Depois me perguntei porque não faziam uma chupeta que brilhasse no escuro. Sim, eu sei que tem no mercado, mas lá em casa elas nunca brilharam. Miguel acordava na madrugada e dizia “Mãeeeee, mãeeee, cadê minha pepetinha?”. E lá ia eu procurar a dita cuja. Com o passar do tempo você percebe que ao todo tem umas 10 chupetas pela casa. Junta a da escola, a que perdeu e depois achou, a que comprou no lugar da que perdeu, a que tinha comprado por uma emergência porque tinha esquecido. E eu percebi que quando comecei a deixar todas as chupetas em cima do travesseiro, ele as encontra mais facilmente durante o sono, não me chamava mais, e eu não precisaria mais levantar. hahaha

Chupeta-01Bom, mas depois de tantos momentos com essa amiga inseparável, estava chegando a hora de dizer tchau para a “pepetinha”. Miguel completara 3 anos em novembro e, desde então, eu vinha devagarzinho dizendo que no Natal poderíamos entregá-la para o Papai Noel. Se eu estava segura dessa decisão? Não, nem um pouco! Eu não conseguia imaginar como que meu filho seria capaz de dormir uma noite sem ela. Mas, mesmo assim, estava lá, tentando convencê-lo que ele já estava grande e não precisava mais da chupetinha. No fundo no fundo ele, de fato, não precisava mais dela. Já tinha retirado a fralda totalmente, já falava, ia ao banheiro sozinho, argumentava, então eu pensava, pra que continuar a chupar a chupeta? Claro que também tinha a responsabilidade em relação aos dentinhos dele, mas isso eu tinha como meta.

O Miguel já dizia que iria entregá-la ao Papai Noel todas as vezes que eu o questionava. Eu pensava que ele nem sabia em que “fria” estava se metendo, mas ele me parecia muito certo e seguro da sua decisão. Dias antes do Natal, ele inventou que queria um Maxx Steel. Eu nunca tinha ouvido ele falar no dito cujo, mas parece que os intervalos do Discovery Kids fizeram efeitos natalinos na sua cabecinha. Essa foi então a condição final: Chupeta na troca do Maxx Steel.
E na noite de natal, minutos antes de dormir:

– Filho, chegou a hora. Precisamos deixar a pepetinha na cestinha para o Papai Noel.

O Miguel foi e deixou “uma” chupeta.

– Filho, você precisa deixar todas.
– Não mãe, não quero. Vou deixar só aquela.

Meu coração partiu. Eu já estava morrendo de medo do novo, em como seria, como eu lidaria, como ele lidaria. Estava quase cedendo e deixando pra lá, quando o papai apareceu no quarto e convenceu o pequeno Miguel a entregar as outras 2 chupetas que estavam com ele. E, pela primeira vez, depois de 3 anos, Miguel as colocou na cestinha e depois adormeceu tranquilamente… sem a chupeta. Mas, nessa noite, eu acho que o cansaço também ajudou.

No dia seguinte, alegria total por ver que o Papai Noel tinha deixado o Maxx Steeel. Reforçávamos a todo momento que o Miguel tinha ganhado em troca das chupetas, e ele afirmava que sim com a cabeça. Foi super tranquilo, até chegar a hora do cochilo. Miguel pediu a chupeta por 10 vezes (sim eu contei) em momentos diferentes. E em todos eles a minha resposta era a mesma “Filho, entregamos para o Papai Noel, lembra?”. Miguel ficava quieto, como que se estivesse lembrando se era verdade mesmo.

Ao longo dos dias, ele pareceu ter entendido. Mas ele ainda pediu a chupeta para dormir durante muitos dias, quase que porRetirada-da-chupeta-02 um mês, em situações diferentes, e cada vez menos. Mas, sempre continuamos firme na nossa decisão e, mesmo com o coração partido em alguns momentos, mantivemos a mesma resposta. De todos os momentos, o que mais me marcou foi um dia que ele estava muito cansado, na casa da minha avó, e pediu a chupeta.

– Mãe, minha chupetinha… (ele resmungava)
– Filho, lembra que demos ela para o Papai Noel? Você é um mocinho já, está grande!
– Mas mãe, eu não quero ser grande mais, eu quero ser pequeno!

Meu coração se repartiu em mil. Mas, logo lembrei de pegarmos o Max Steel e ele relaxou com o boneco na mão. Durante algumas noites ele dormiu grudado no Max Steel, como se ele fosse agora seu companheiro do sono. Outras noites eu o via procurando a chupeta na cama com as mãos enquanto dormia. Mas a vitória foi quando pedi para ele procurar o chinelo no carro, e sem querer, ele encontrou uma outra chupeta no chão, perdida.

– Mãe, olha, esquecemos. – Miguel segurava a chupeta na mão.
– Esquecemos o quê, filho?
– Esquecemos de deixar essa chupetinha para o Papai Noel.

Em alguns segundos, marido que estava comigo, disse que ele enviaria para o Papai Noel, e Miguel entregou, sem dó algum, nas mãos do meu marido. Que orgulho! Se vocês soubessem como me senti feliz nesse dia!

Em duas semanas Miguel pareceu estar adaptado a dormir sem a chupeta. Algumas vezes ele pedia (e sabia que não tinha), e em seguida ele dizia para si mesmo “Tô brincaaaaando mãeeeee”. rs. Mas percebi que, depois da retirada da chupeta, ele passou a ter muuuuuuuuuuuito mais dificuldade para tirar o cochilinho da tarde. A chupeta era uma grande amiga nessas horas. Quando chegava a hora do soninho, entregávamos a chupeta para ele, e em menos de 5 minutos, Miguel já estava dormindo. Nunca tive problemas, e sei que isso também ajudou a ele ser uma criança calma e tranquila.

Hoje, o seu processo para dormir mudou. Percebo que ele gosta de dormir segurando alguma coisa, seja um brinquedo, uma naninha, uma almofada ou minha própria mão. Em dias que ele não cochila à tarde, tento fazer a rotina mais cedo, deitamos juntos, e ele simplesmente dorme após o mamá. Em dias que ele cochila, é um verdadeiro processo, ele parece ficar mais agitado, inquieto e levamos mais tempo para conseguir fazê-lo pegar no soninho. Mas ele dorme, e não pede mais a chupeta!

Tudo é um processo. Sofri muito rs. Eu gostava da chupetinha, do carinho que ele tinha por ela e passar por essa fase me fez perceber que meu filho está crescendo! E esse sentimento mexeu comigo. Os filhos crescem! Muitas fases estão por vir, então o melhor a se fazer é aproveitar cada tiquinho de tempo ao lado deles, porque, em um piscar de olhos, eles não serão mais nossos menininhos.

Meu conselho é que você acredite na sua decisão! Se estamos seguras dessa escolha, teremos mais facilidade de lidar com o processo e ajudaremos muito mais os nossos pequenos! Boa Sorte! 🙂

 

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Escrito por: Polyana Pinheiro

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