Síndrome do bebê sacudido: eu vivi esse susto

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Fabiana Filippi

Mãe da Marina

♥ “Nos sentimos um pouco culpados e frustados, pois a síndrome poderia ter sido causado por nós.”

 

06.11.2015 – A nossa história começou no dia Dezoito de Março de dois mil e nove, ás treze horas quando nasceu a pequena Marina. Ela era perfeita e saudável, pesava 2,820 kg, o que é considerado “um pouco pequena” para os padrões da nossa família. Em 30 dias ela dobrou seu peso e assim crescendo nos seis meses seguintes. O Pediatra nos dizia que a nossa bebezinha era cabeçuda, seria alta e grandona. Pois bem, esta informação nos deixava muito feliz…

Síndrome do bebê sacudido: eu vivi esse susto

Com sete meses, ela ficou doente pela primeira vez, com quadro de vomito. O Pediatra bebe sacudido (1)nos disse que ela estava com virose. Como tinha entrado na escolinha havia poucos dias, achamos normal. Ela continuou doente por sete dias e nada parava em seu estômago. Levamos a um hospital conceituado porém o diagnóstico continuou o mesmo.

“Marina teve sua primeira convulsão no berçário onde estava, fui avisada imediatamente, e ao chegar à escola minha pequena estava desmaiada”.

Aproximadamente cinco dias depois voltamos com a rotina dela na escola. No dia dezessete de Outubro de dois mil e nove a Marina teve sua primeira convulsão no berçário. Fui avisada imediatamente e, ao chegar na escola, minha pequena estava desmaiada. Corremos com ela, quase sem vida, ao Pronto Socorro do hospital Samaritano em São Paulo e foi constatado que ela estava em estado de choque. Levada as pressas para UTI e entubada, a Marina virou uma incógnita para os médicos. Após horas e horas de exames, no resultado da tomografia, apresentou um coagulo na cabeça. No dia seguinte o meu bebê, que completava oito meses, passou por uma cirurgia delicada, pois estava com hipertensão intracraniana grave.

 

Depois de quatro horas de cirurgia o quadro era estável, porém em coma induzido. Ali começava a nossa caminhada. Marina estava com dreno subdural na cabeça para que todo o sangue parado em seu cérebro saísse, e sua meninge voltasse a trabalhar como deveria e ali, mamães, foram 53 dias de lágrimas e sorrisos, como dizia a Dra. Nelci Zanon, a neurocirurgiã, que cuidava dela, um dia de cada vez.

“Depois de quatro horas de cirurgia, seu quadro era estável, porém em coma induzido… Foram 53 dias de lágrimas e sorrisos”.

A pergunta era: o que houve com minha bebê? Ela sempre foi uma criança saudável, até então amamentada com leite materno, cuidada por mim e pela minha sogra, um bebê feliz e amado.

bebe sacudido (3)

O que aconteceu com minha filha pode ocorrer com qualquer criança… Para nossa sorte, a médica que cuidava da Marina é especialista em uma síndrome conhecida como Síndrome do Bebê Sacudido, ou Children Shake, que causa o rompimento de uma ou mais veias na cabeça da criança, por chacoalhões, com ou sem violência. Foi isso que ocorreu com ela: uma simples “brincadeira” de jogar a criança para o alto pode causar todo este sofrimento para família, ou até a morte da criança. Não sabemos ao certo quando e como isso aconteceu, pois como a doença pode se manisfestar até algumas meses depois do chacoalhão, não conseguimos ter certeza da data, mas com certeza foi em alguma brincadeira, e nos sentimos um pouco culpados e frustados, pois a síndrome poderia ter sido causado por nós.

“Nos sentimos um pouco culpados e frustados, pois a síndrome poderia ter sido causado por nós.”

Hoje Marina tem seis anos, linda, saudável e inteligente. Essa é a história resumida do que foi a luta da minha GUERREIRA.

Confira nossa matéria que explica a Síndrome do Bebê Sacudido: aqui

 

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