Anestesia no tratamento dos dentes

11.11.2013 – É primordial para o sucesso do tratamento odontológico da criança conseguirmos que ela não sinta dor. Por natureza, as crianças não gostam de parar quietas no mesmo lugar. Logo, o fato de terem que ficar quietas e colaborar com o odontopediatra na cadeira do dentista já é, por si só, um desafio. Agora, imagine se além disso, ela ainda sentir dor!? A anestesia no tratamento dos dentes tem sido um excelente método auxiliar do tratamento dentário em crianças.

A eliminação da dor através da anestesia tem contribuído para o sucesso clínico, minimizando grande parte das dificuldades que possam existir durante o tratamento odontopediátrico, tanto para o paciente como para o profissional. Entretanto, é importante que a anestesia seja praticada de forma indolor e bem aceita pelo paciente, o que se torna possível através de alguns fatores como preparo psicológico correto da criança, conhecimentos específicos, escolha do material adequado e a delicadeza e destreza do profissional, incluindo uma boa técnica (Guedes-Pinto, Odontopediatria, 8ª Ed, 2010).

O receio dos próprios pais de como será a experiência de seus filhos com a “agulha”, seguramente afasta a criança do consultório do dentista, e acaba retardando um primeiro atendimento, infelizmente. Muitas vezes, o medo da anestesia vem dos pais, e a criança associa a anestesia com “injeção” e, o que é pior, como uma forma de castigo. Já ouvi várias vezes:

“Se você não me obedecer, vou te levar ao dentista pra ele dar uma injeção deeeeste tamanho na sua boca.”

medo

A anestesia é como uma chance de ouro para conquistar a confiança, tanto da criança como dos pais. É o momento que o odontopediatra tem para colocar em prática a paciência, o conhecimento e a técnica a serviço do pequeno paciente.

Por isso, é muito importante a segurança dos pais quanto aos procedimentos no consultório de um odontopediatra. Vai deixar a criança mais confiante e sem medos.

É claro que, em certos casos, dá para trabalhar sem ter que anestesiar. Uma cárie em estágio inicial, um selamento de fissuras, são exemplos disso. Mas, cabe ao dentista definir a necessidade ou não de aplicar o anestésico. Se houver possibilidade da criança sentir dor, a anestesia é muito bem indicada, como dizemos na Odontopediatria:

“é preciso fazer o dentinho dormir.”

confiante

É comum iniciar qualquer tratamento com intervenções que não necessitem de anestesia, postergando o seu uso até o momento no qual se atingiu bom relacionamento com a criança, adquirindo sua confiança. A confiança é obtida quando a criança percebe que seu dentista não mente para ela. Isso requer que se expliquem os procedimentos, podendo informar à criança que ela pode levantar a mão quando quiser que pare (Guedes-Pinto, Odontopediatria, 8ªed, 2010).

Os sintomas da anestesia precisam ser explicados à criança, como a sensação de formigamento, adormecimento e endurecimento da região anestesiada, avisando que esse efeito é passageiro. Não exibir a agulha para o paciente, pois agulhas são geradoras de ansiedade, pelo fato de serem vistas como geradoras de dor (Guedes-Pinto, Odontopediatria, 8ªed, 2010).

E como fazer para anestesiar a boca de uma criança sem que ela sinta dor?

– Sempre utilizar a famosa “pomadinha”, que é uma pomada anestésica (anestésico tópico), que ajuda a anestesiar a gengiva e a mucosa para que, na hora da punção da agulha, a criança sinta o menor desconforto possível.

– Outro método é a distração da criança por meio de estórias, musiquinhas infantis, DVD, utilizando recursos lúdicos, para que a criança avance em sua imaginação e não fique tensa e atenta ao que o dentista esteja realizando!

– Fazer a vibração dos tecidos, aquela famosa “tremidinha” no momento de aplicar a anestesia.

Se você tem receio de como será com seu filho, veja alguns depoimentos de Mães Amigas:

Depoimento de Mãe Amiga

”A Giovana, na ocasião com 6 anos, precisou extrair um dente de leite, pois o permanente já estava nascendo atrás e nada desse dente cair. Fiquei meio apreensiva com a anestesia, achei que ela iria sofrer. Mas, qual foi minha surpresa quando vi a dra. Priscilla com a seringa em mãos, conversando com ela e, quando vi, a anestesia já tinha sido dada. Ela não chorou, nem sentiu. Acredito que tudo é uma questão de jeito de se aplicar mesmo. Quisera eu ter tido uma dentista assim quando criança pra não ter desenvolvido traumas…” – Helena Vespero Pazzetti, mãe dos gêmeos Giovana e Enzo

“No ano passado, Jullia, na época com 5 ou 6 anos, mordeu a bochecha. Reclamando de muita dor, a levei para “Tia Pri” examinar. Foi então, quando ela disse que foi muito profundo e precisaria dar ponto, que eu gelei. Vieram memórias da minha infância, quando eu olhava para aquelas injeções prateadas e a dra. Laura D’Ottaviano falava que tinham formiguinhas ali dentro e iriam dar somente uma picadinha para que eu não sentisse mais dor. Achei melhor eu sair da sala, pois poderia deixá-la mais nervosa ainda. Fui lá fora, tomei uma água e voltei. Quando abri a porta, vi uma cena tão linda, que me emocionei: a Tia Pri estava já costurando, CANTANDO e a Ju acompanhando a música com hãm hãns. As lágrimas saltaram dos meus olhos, por ver o carinho da Priscilla e a coragem da minha filha. Ela não reclamou de nada, disse que nem sentiu a picadinha. Tenho certeza que isso a deixou muito mais segura e agora. E a qualquer momento que precisar, ela estará lá forte e sem medo! Obrigada, Tia Pri!!!” – Trícia Abrahão, mãe da Julia e do Davi

foto Jullia, Enzo e Giovana

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