A importância do banho de sol e cuidados

26.12.2013 – O reconhecimento dos efeitos benéficos dos raios solares tem levado a se reconsiderar a recomendação para que se evite o sol.

Por muitos anos, predominou o enfoque sobre os efeitos deletérios da exposição aos raios UV no que diz respeito ao câncer de pele, catarata e imunossupressão, incluindo a possibilidade de reativação de algum vírus latente no organismo.

Na década de 1990, a Academia Americana de Pediatria recomendava que se evitasse a exposição ao sol de lactentes menores de 6 meses e que se usasse protetor nas crianças maiores. Por esse motivo, passou a indicar a suplementação de vitamina D para evitar o raquitismo.

Atualmente, se questiona se a simples suplementação é suficiente, pois os efeitos benéficos dos raios solares não se limitam à síntese da vitamina D para eliminar o risco da criança desenvolver raquitismo. Esta é necessária para a manutenção da saúde, e sua deficiência tem sido associada a várias doenças tais como o câncer (próstata, cólon, reto, mama), coronariopatias, hipertensão, diabetes, artrite, esclerose múltipla, Doença de Crohn, psoríase, esquizofrenia, infecções, osteoporose e osteomalácia.

A vitamina D está presente no leite materno em pequenas quantidades; assim, mesmo crianças amamentadas, principalmente se por mulheres de pele escura, têm risco aumentado de apresentar crescimento deficiente e desenvolver raquitismo quando não tomam sol.

Atenção ao tempo de exposição solar

O tempo de exposição ao sol varia na dependência de vários fatores. Em geral, recomenda-se que a criança tome banho de sol por 10 minutos 3 x por semana, se só de fralda, ou 2 horas por semana se estiver de roupa. A mãe deve ficar com a criança e regular o tempo de exposição conforme sentir a temperatura do sol. Peles morenas toleram maior tempo de exposição ao sol do que as pessoas loiras e ruivas. Esse banho deve ser dado antes das 10 horas da manhã ou após as 16 horas (no horário de verão, antes das 11h ou após as 17h).

O efeito cumulativo prejudicial do sol ocorre quando após o banho houver rubor (queimadura de 1º grau) ou aparecimento de bolhas na pele com posterior descamação (queimadura de 2º ou 3º grau).

Como a exposição ao sol pode não ser suficiente para suprir as necessidades de vitamina D, a orientação em muitos países tem sido prescrever o suplemento, mesmo para lactentes amamentados, mas não existe consenso sobre esse tema.

Proteção

banho de solCrianças pequenas podem tomar banho de sol com regularidade e só no período adequado. Quando necessário, devem ser protegidas por roupas, chapéus ou sombrinhas.

Crianças maiores quando expostas ao sol por períodos além do recomendado (por exemplo, quando estiverem brincando sob o sol) devem usar filtro solar (passado e repassado de acordo com a recomendação do produto) e se protegerem com uso de bonés e roupas.

 

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Silvia Castilho

Escrito por: Silvia Castilho

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