Não viaje com o seu animal de estimação antes de ler essa matéria

18.06.2018 – Uma colisão entre carros, a 50 km/h, pode fazer um cão de 22,5 kg ser arremessado contra o motorista com peso aproximado de 684 kg. A informação é da Royal Society for the Prevention of Accidents (RoSPA), entidade britânica que visa prevenir diversos tipos de acidentes.

É para evitar situações como essa que a legislação brasileira prevê multas de até R$127,59 e a perda de 5 pontos na carteira para motoristas que dirigirem com animais no colo, soltos no interior dos veículos ou na parte externa dos carros, salvo em casos autorizados.

Com riscos que podem afetar o corpo e o bolso, como proceder para viajar com os pets devidamente acomodados e proporcionar um trajeto seguro e prazeroso para todos? Confira abaixo!

 

* Sob supervisão da médica veterinária Candy Sigrist. Siga a clínica VetCandy nas redes sociais: Facebook l Instagram.

 

1. Certifique-se que o animal sente-se bem andando de carro

Antes de partir para longas viagens, é recomendado testar o comportamento do pet através de pequenos passeios de veículos. Isso porque muitos cães apresentam cinetose – enjôo ao andar de carro, avião e outros. Nesse caso, é melhor repensar o plano de viajar com o pet, já que o passeio deve ser confortável e prazeroso também para o animal.

2. Deixe o animal de jejum 4 horas antes da viagem

A medida funciona para diminuir as chances do pet passar mal. Já durante o percurso, a melhor alimentação é a que consiste em alimentos leves e em pouca quantidade, como água e frutas (maçã, banana e outras).

3. Transporte o pet da forma adequada ao porte dele

Cinto canino: indicado só para cães, com peso entre 5 e 50kg. Deve envolver o peito, as costas e os ombros do cão. Além de absorver o impacto, deve trazer opções de fixação no cinto do carro ou nos ganchos Isofix. Nesse caso, a coleira comum presa ao cinto de segurança do carro é um hábito corriqueiro, porém perigoso, pois pode enforcar o pet em uma batida ou freada forte.

Caixa de transporte: é disponível para animais até 50kg, mas a veterinária recomenda o método para cães até 25 kg. Acima, o cinto ou a grade são mais indicados. A caixa deve ser fixada no cinto ou presa atrás do banco dianteiro e o seu tamanho deve ser grande o suficiente para que o bichinho fique de pé dentro dela e possa dar uma volta inteira.

Grade divisória: indicada para cães acima de 25 kg ou animais mais inquietos, que não se adaptam à caixa de transporte ou ao cinto canino. Deve ser colocada para separar os passageiros do animal de estimação.

Gatos devem ser levados em caixas especializadas para felinos. Já aves, hamsters e outros animais pequenos devem ser transportados dentro de gaiolas específicas para a espécie, cobertas com um pano fino, para diminuir o estresse.

4. Faça paradas

Se a viagem for longa, deve-se fazer paradas para que o animal faça as suas necessidades fisiológicas.

5. Ao chegar ao destino, brinque e dê petiscos ao pet

O objetivo é registrar a situação, na memória do animalzinho, como um momento de prazer.

6. Outros cuidados para o transporte

♥ Prefira andar à noite ou bem cedo, por causa do calor;
♥ mantenha o interior bem ventilado e nunca o deixe o veículo sob sol forte! As altas temperaturas pode levar ao aquecimento interno rápido e exagerado, a chamada hipertermia, que pode ocorrer rapidamente e causar a morte do animal;
♥ cuidado com o ar-condicionado, que pode provocar bronquite alérgica ou problemas respiratórios, devido à alteração de temperatura.

 

Legislação

A Lei nº 9.503, de 23 de Setembro de 1997, prevê multa de R$53,20 e a perda de 3 pontos na carteira para motoristas que dirigirem com animais soltos no interior dos veículos; sanção de R$127,69 e 5 pontos perdidos na carteira para condutores que transportarem os pets na parte externa dos carros, salvo em casos autorizados; e penalidade de R$86,13 e 4 pontos perdidos na carteira dos que transportarem o animal no colo ou à esquerda do motorista.

 

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Bárbara Brambila

Escrito por: Bárbara Brambila

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